Capítulo 09

Faça você mesmo

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A autoconfiança tem um papel importante em todos os aspectos de nossas vidas

Sabendo que forças exteriores, crenças ou rituais não podem nos salvar, os buddhistas entendem a necessidade de confiar no próprio esforço. Eles conquistam a confiança através da confiança em si mesmos. Compreendemos que toda a responsabilidade de nossa vida presente tanto quanto da vida futura depende completamente de nós mesmos. Cada qual deve buscar a salvação por si mesmo. Alcançar a salvação pode ser comparado a curar uma doença: se alguém está doente deverá ir a um médico. O médico diagnostica a doença e prescreve um remédio. O remédio deve ser tomado pela própria pessoa. Ela não pode mandar uma outra pessoa tomar o remédio. Ninguém pode ser curado simplesmente admirando o remédio ou apenas elogiando o médico por causa de sua boa prescrição.

Para ser curado, o paciente deve devotadamente seguir as instruções dadas pelo médico com relação ao modo e frequência do tomar o remédio, dieta diária e outras relevantes restrições médicas. Da mesma forma, uma pessoa deve seguir os preceitos, as instruções ou os conselhos dados pelo Buddha (o qual deu as prescrições para a libertação), controlando ou diminuindo a cobiça, ódio e ignorância. Ninguém pode encontrar a salvação simplesmente cantando louvores para o Buddha ou fazendo oferendas a Ele. Nem pode alguém encontrar a salvação celebrando certas ocasiões importantes em homenagem ao Buddha. O Buddhismo não é uma religião onde as pessoas podem atingir a salvação meramente rezando ou pedindo para serem salvas. Elas precisam se esforçar bastante para controlar suas mentes na erradicação dos desejos e emoções egoístas a fim de atingirem a perfeição.

‘Entender a si mesmo é o começo da sabedoria’.

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Os seres humanos são responsáveis por tudo

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Quando tentarmos viver como reais seres humanos sem perturbar os outros, poderemos viver pacificamente sem nenhum temor

De acordo com o Buddha, os próprios seres humanos são os construtores de seu destino. Eles não têm ninguém a culpar por seu destino, uma vez que são responsáveis por suas próprias vidas. Eles moldam suas vidas para melhor ou para pior.

O Buddha diz: os humanos criam tudo. Todo nosso pesar, perigos e infortúnios são de nossa própria criação. Surgimos de nenhuma outra fonte que não nossas próprias imperfeições de coração e mente. Somos o resultado de nossas boas e más ações cometidas no passado sob a influência da cobiça e da ilusão. E uma vez que nós mesmos fizemos surgir isto, está dentro de nossa capacidade superar os maus efeitos e cultivar a boa natureza.

A mente humana, como a de um animal, é por vezes governada pelos instintos animais. Mas diferente da mente animal, a mente humana pode ser treinada para valores mais altos. Quando a mente não é cultivada apropriadamente, tal mente não cultivada cria uma grande quantidade de problemas neste mundo. Por vezes o comportamento humano é mais prejudicial e mais perigoso do que o comportamento animal. Os animais não têm problemas religiosos, linguísticos, políticos, sociais, éticos ou étnicos. Eles lutam somente pelo alimento, abrigo e prazer sensual. Mas há milhares de problemas criados pelos seres humanos. Seu comportamento é tal que não são capazes de resolverem nenhum desses problemas sem criar mais problemas. Eles relutam em admitir sua fraqueza e não estão dispostos a assumir suas responsabilidades. Sua atitude é sempre culpar os outros por seus fracassos. Se nos tornarmos mais responsáveis em nossas ações, poderemos manter a paz e a felicidade.

Os seres humanos prendem a si mesmos

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Existe alguma verdade em nossa proposição de que deveríamos ter liberdade para fazer as coisas tal como queremos?

Quando consideramos a liberdade humana, é bastante difícil descobrir se somos realmente livres para fazer qualquer coisa de acordo com nossos próprios desejos. Estamos sujeitos a muitas condições, tanto externas como internas: pedem-nos para obedecer a leis que nos são impostas pelo governo; devemos seguir certos princípios religiosos; pedem-nos para cooperar com as condições morais e sociais da sociedade na qual vivemos; somos compelidos a seguir certos costumes e tradições nacionais e familiares. Na sociedade moderna, vivemos sob grande pressão; espera-se que nos conformemos através da adaptação à maneira moderna de viver. Precisamos cooperar com as leis naturais e as energias cósmicas, porque também somos parte da mesma energia. Estamos sujeitos às condições do tempo e clima da região. Não somente temos que prestar atenção à nossa vida ou aos elementos físicos, mas também temos que trabalhar para controlar nossas próprias emoções. Em outras palavras, não temos liberdade para pensar livremente porque estamos sobrecarregados por novos pensamentos que podem contradizer ou desacreditar nossos pensamentos e convicções anteriores. Ao mesmo tempo, podemos acreditar que temos que obedecer e trabalhar de acordo com a vontade de deus, e não seguir nosso próprio livre arbítrio.

Levando em consideração todas as mutáveis condições acima, às quais estamos sujeitos, podemos perguntar: “Existe alguma verdade em nossa proposição de que deveríamos ter liberdade para fazer as coisas tal como queremos?”.

Por que os seres humanos têm suas mãos tão firmemente atadas? A razão é que há vários maus elementos dentro deles. Tais elementos são perigosos e prejudiciais para todas as criaturas vivas. Pelos últimos milhares de anos, todas religiões têm tentado domar essa atitude não confiável, ensinando à humanidade como viver uma vida nobre. Mas é um infortúnio o fato de que ela ainda não está pronta para ser digna de confiança, ainda que pareça ser boa. Os seres humanos ainda continuam a abrigar todos esses elementos maléficos dentro de si mesmos. Esses elementos maléficos não são introduzidos ou influenciados por fontes externas, mas são criadas por eles próprios. Se essas forças maléficas são fabricadas por eles próprios, então são eles que devem trabalhar duro para se libertar delas após terem reconhecido seu perigo. Infelizmente, a maioria das pessoas é cruel, ardilosa, maliciosa, ingrata, não confiável e inescrupulosa. Se as pessoas pudessem viver de acordo com o próprio livre arbítrio, sem moderação e restrição, iriam certamente violar a paz e a felicidade de pessoas inocentes. Seu comportamento provavelmente seria muito pior do que o de outros seres vivos perigosos. A religião é necessária para treiná-los a levar uma vida respeitável e obter a paz e a felicidade aqui e depois.

Um outro obstáculo que impede a vida religiosa e o progresso espiritual é a arrogância racial. O Buddha aconselhou Seus seguidores a não estimular nenhum preconceito racial quando viessem praticar a religião. Os buddhistas são ensinados a esquecer sua própria origem racial e distinções de casta e classe, todas elas criadas pelas mentes iludidas que não conseguem ver a unidade essencial de tudo o que existe. As pessoas de todas as religiões não deveriam discriminar contra qualquer grupo de pessoas através da glorificação de seus próprios hábitos de vida. Deveriam tratar todos igualmente, especialmente no campo da religião. Infelizmente, seguidores de diferentes religiões encorajam a discriminação e a hostilidade contra outros grupos religiosos.
Enquanto trabalhando com outros, os verdadeiros discípulos não deveriam perturbar seus sentimentos por causa de suas tradições e costumes. Eles podem seguir as tradições e os costumes que são afins com os princípios religiosos e códigos morais de suas religiões.

A arrogância racial é um grande obstáculo para o progresso religioso e espiritual. O Buddha certa vez usou o símile da água do oceano para ilustrar a harmonia que pode ser experienciada pelas pessoas que aprenderam a afastar a arrogância racial: diferentes rios têm diferentes nomes. As águas de todos os rios individuais fluem para o oceano e se tornam a água do oceano, com um gosto, o gosto do sal. De uma maneira similar, todos aqueles que vêm de diferentes comunidades e diferentes castas, precisam esquecer suas diferenças e pensar neles mesmos somente como seres humanos.

Proteja a si mesmo – 1

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“Protegendo a si mesma a pessoa protege os outros; protegendo os outros ela protege a si mesma”

Uma vez o Bem-Aventurado disse a Seus monges a seguinte história: “Certa vez havia um par de malabaristas que fazia suas acrobacias em um mastro de bambu. Um dia o mestre disse a seu aprendiz: ‘Agora, suba em meus ombros e suba pelo mastro de bambu’. Quando o aprendiz assim o fez, o mestre disse: ‘Agora me proteja bem e eu lhe protegerei. Tomando conta um do outro desta forma, seremos capazes de mostrar nossas habilidades, teremos um bom lucro e você poderá descer do mastro de bambu a salvo’. Mas o aprendiz disse: ‘Não é assim, mestre. Você, ó mestre, deve se proteger e eu também devo me proteger. Assim, autoprotegidos e autoguardados, seremos capazes de realizar nossos feitos e nos proteger um ao outro’”.

“Esta é a maneira correta”, disse o Bem-Aventurado e falou mais em seguida:

“É como o aprendiz disse: ‘Protegerei a mim mesmo’, desta forma a Fundação da Vigilância deveria ser praticada. ‘Protegerei os outros’, desta forma a Fundação da Vigilância deveria ser praticada. Protegendo a si mesma a pessoa protege os outros; protegendo os outros ela protege a si mesma.

“E como uma pessoa, ao se proteger, protege os outros? Pela repetição e frequente pratica da meditação.

“E como uma pessoa, protegendo os outros, protege a si mesma? Pela paciência e tolerância, por meio de uma vida não violenta e sem dano, pela amizade amorosa e pela compaixão” (Satipatthana, SN, N. 19).

“Protegendo a si mesma a pessoa protege os outros; protegendo os outros ela protege a si mesma”. Estas duas sentenças complementam uma a outra e não deveriam ser tomadas ou citadas separadamente.

Atualmente, quando o serviço social é tão enfatizado, as pessoas podem, por exemplo, ser tentadas a citar, como sustentação de suas idéias, somente a segunda sentença. Mas qualquer uma dessas citações, quando mencionada separadamente, seria uma má apresentação da afirmação do Buddha. Deve ser lembrado que em nossa história o Buddha expressou aprovação das palavras do aprendiz, que diziam que uma pessoa deveria primeiro observar cuidadosamente seus próprios passos caso desejasse proteger os outros do dano. Aquele que está afundado na lama não pode ajudar os outros a saírem. Neste sentido, a autoproteção não é uma proteção egoísta. É o cultivo do autocontrole e do autodesenvolvimento ético e espiritual.

Proteja a si mesmo – 2

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Protegendo a si mesmo a pessoa protege os outros – a verdade dessa declaração começa num nível bem simples e prático. No nível material essa verdade é tão auto-evidente que não precisamos dizer mais do que umas poucas palavras a respeito. É óbvio que a proteção de nossa própria saúde ajudará em muito na proteção da saúde de nosso ambiente mais próximo ou mais largo, especialmente no tocante a doenças contagiosas. Cautela e circunspeção em todos os nossos afazeres e movimentos protegerão os outros do dano que pode chegar a eles através de nosso descuido e negligência. Dirigindo cuidadosamente, abstendo-se do álcool, praticando a autorestrição nas situações que podem levar à violência – em todos esses casos e em muitos outros poderemos proteger os outros pela proteção de nós mesmos. Podemos até dizer que pelo crescimento de nossa própria posição econômica também nos colocamos numa melhor posição para ajudar os outros.

Tomemos agora o nível ético desta verdade. A autoproteção moral resguardará os outros, o indivíduo e a sociedade, contra nossas próprias paixões e impulsos egoístas irrestritos. Se permitirmos que as Três Raízes de todo mal – Cobiça, Ódio e Ilusão – se enraízem firmemente em nossas mentes, então aquilo que cresce dessas raízes maléficas se espalhará à volta como um vegetal parasita que sufoca e mata a árvore saudável e nobre. Mas se nos protegermos dessas Três Raízes do Mal, nossos amigos humanos também estarão seguros de nossa incansável cobiça por bens e poder, de nossa paixão e sensualidade irrestritas, de nosso inveja e ciúmes. Eles estarão a salvo das conseqüências agitadoras, ou mesmo destrutivas e assassinas, de nosso ódio e inimizade, de nossas explosões de raiva, de nosso espalhar uma atmosfera de antagonismo e discussão que pode tornar a vida insuportável para aqueles ao nosso redor. Mas os efeitos prejudiciais de nossa cobiça e ódio aos outros não estão limitados aos casos em que eles se tornam objetos passivos ou vítimas de nossa ira, ou suas posses o objeto de nossa cobiça. Cobiça e ódio possuem um poder infectante que pode multiplicar os efeitos maléficos. Se não pensarmos em nada mais além de ansiar e agarrar, adquirir e possuir, manter e segurar, então poderemos ativar ou fortalecer este instinto possessivo também nos outros. Nosso mau exemplo pode se tornar o padrão de comportamento de nosso ambiente, como em nossos próprios filhos, colegas e assim por diante. Nossa própria conduta pode induzir os outros a se juntarem a nós numa satisfação comum de ávidos desejos; ou podemos fazer surgir sentimentos de ressentimento e competitividade nos outros, os quais desejarão nos vencer na corrida. Se estivermos cheios de sensualidade poderemos acender o fogo da paixão nos outros. Nosso próprio ódio causará o ódio e a vingança de outros. Pode também acontecer de nos aliarmos a outros ou instigá-los nos atos comuns de ódio e inimizade.

Como Salvar a Si Mesmo – 1

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A própria pessoa, de fato, é seu próprio salvador, pois que outro haveria? Estando bem controlada o problema de buscar por um salvador externo é solucionado (Dhammapada 166)

Quando o Buddha estava prestes a morrer, Seus discípulos vieram de toda parte para estarem com Ele. Enquanto os outros discípulos estavam constantemente ao Seu lado e em profundo pesar devido a perda iminente de seu Mestre, um monge chamado Attadatta entrou em sua cela e praticou meditação. Os outros monges, pensando que ele não ligava para o bem-estar do Buddha, ficaram agitados e contaram para Ele. O monge, entretanto, se dirigiu ao Buddha assim: ‘Senhor, como o Bem-Aventurado em breve falecerá, pensei que a melhor forma de honrar o Bem-Aventurado seria atingindo o estado de Arahant ainda durante a vida do próprio Bem-Aventurado’. O Buddha louvou sua atitude e conduta e disse que o bem-estar espiritual de uma pessoa não deveria ser abandonado por causa de outros.

Nessa história se ilustra um dos aspectos mais importantes do Buddhismo. Uma pessoa deve estar constantemente alerta no sentido de buscar sua libertação do samsara; e sua salvação só pode ser alcançada por ela mesmo. Ela não pode buscar por nenhuma força ou agente externo para ajudá-la a atingir o Nibbana.

As pessoas que não compreendem o Buddhismo criticam esse conceito e dizem que o Buddhismo é uma religião egoísta que apenas fala sobre a própria libertação da dor e do pesar. Isso não é verdade de modo algum. O Buddha claramente diz que se deve trabalhar incessantemente para o bem-estar espiritual e material de todos os seres enquanto que, ao mesmo tempo, diligentemente se persegue seu próprio objetivo de atingir o Nibbana. O serviço altruísta é altamente recomendado pelo Buddha.

Também pessoas que não compreendem o Buddhismo podem perguntar: ‘Pode dar certo para seres humanos afortunados, em total comando de seus poderes mentais, buscar o Nibbana pelos seus próprios esforços; mas o que dizer daqueles que são mental, física ou mesmo materialmente deficientes? Como podem confiar em si mesmos? Eles não precisam da ajuda de alguma força externa, algum deus ou deva para assisti-los?’

A resposta para isso é que o Buddhismo não acredita que a libertação final deva necessariamente acontecer em uma única vida. O processo pode levar um longo tempo, no período de muitos nascimentos. É preciso se aplicar, no melhor de sua habilidade, e vagarosamente desenvolver os poderes da autoconfiança. Assim, mesmo os que são deficientes mental e espiritualmente precisam fazer um esforço, mesmo que pequeno, a fim de começar o processo da libertação e o dever daqueles mais capazes é ajudá-los.

Uma vez que a roda é colocada em movimento, o indivíduo vagarosamente se treina para aumentar tal poder de autoconfiança. A pequena semente um dia crescerá como um poderoso carvalho, mas não da noite para o dia. Paciência é um ingrediente essencial nesse processo difícil.

Como Salvar a Si Mesmo – 2

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Isso não significa que o Buddhismo ensine que se deva ser egoísta. No Buddhismo, quando as pessoas buscam, por seus próprios esforços, atingir o Nibbana, elas se determinam a não matar, roubar, dizer mentiras, nutrir a luxúria pelos outros ou perder o controle de seus sentidos através da intoxicação. Quando assim se controlam elas automaticamente contribuem para a felicidade de outros. Dessa forma, não é o assim chamado ‘egoísmo’ uma boa coisa para o bem geral dos outros?

Num nível mais mundano, tem sido perguntado como as formas inferiores de vida podem se desembaraçar de uma mera roda de existência sem sentido. Certamente em tal estado desesperado alguma força externa benevolente é necessária a fim de puxar o ser desafortunado da areia movediça. Para responder a essa questão devemos nos referir ao nosso conhecimento da teoria da evolução. É claramente dito que a vida começa em formas bem primitivas – não mais do que uma simples célula flutuando na água. Depois de milhões de anos essas formas básicas de vida se desenvolvem e se tornam mais complexas, mais inteligentes. É nesse nível mais inteligente que as formas de vidas são capazes de organização, pensamento independente, conceptualização e assim por diante.

Quando buddhistas falam sobre a habilidade de salvar a si mesmos, estão se referindo a formas de vida nesse nível mais alto de desenvolvimento mental. Nos estágios mais anteriores de evolução kâmmica as forças mentais permanecem latentes, mas após incontáveis renascimentos, um ser se ergue para o nível do pensamento independente e se torna capaz de comportamento mais racional que instintivo. É nesse estágio que o ser se torna consciente da falta de sentido dos renascimentos sem fim com seus concomitantes naturais de dor e pesar. É então que o ser é capaz de fazer sua determinação para terminar com o renascimento e buscar pela felicidade por meio da obtenção da iluminação e do Nibbana. Com esse alto nível de inteligência, o individuo é de fato capaz de auto-aperfeiçoamento e autodesenvolvimento.

Todos sabemos que os seres humanos nascem com uma grande variedade de níveis de inteligência e poderes de raciocínio. Alguns nascem como gênios, enquanto que, no outro extremo do espectro, alguns nascem com uma inteligência muito baixa. Mesmo assim cada ser tem alguma habilidade para distinguir entre as escolhas ou opções, especialmente concernentes à sobrevivência. Se alargarmos esse fato da sobrevivência mesmo para o mundo animal poderemos distinguir entre os animais superiores e inferiores, com essa mesma habilidade (em graus variados, é claro) de fazer escolhas baseadas na sobrevivência.

Daí que mesmo uma forma de vida inferior tem o potencial de criar um bom kamma, ainda que de limitado alcance. Com uma diligente aplicação disso e um aumento gradual de bom kamma um ser pode se erguer a níveis superiores de existência e compreensão.