Gotama, o Buddha – 3

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O Buddha era pleno de compaixão (karuna) e sabedoria (pañña), conhecedor do como e do quê ensinar aos indivíduos de acordo com seu nível de entendimento. Ele era conhecido por ter andado longas distâncias para ajudar uma única pessoa a fim de mostrar a ele ou ela o Caminho correto.

Ele era carinhoso e dedicado aos Seus discípulos, sempre perguntando a respeito de seu bem estar e progresso. Quando residia no mosteiro, Ele visitava diariamente os lugares onde os doentes ficavam. Sua compaixão pelos doentes pode ser notada por meio de Seu conselho: “Quem cuida do doente, cuida de mim”. O Buddha manteve ordem e disciplina com base no respeito mútuo. O rei Pasenadi não podia entender como o Buddha mantinha tal ordem e disciplina na comunidade dos monges, enquanto ele, um rei com o poder de punir, não conseguia fazê-lo em sua corte. O método do Buddha era o de fazer com que as pessoas agissem a partir de um entendimento interior ao invés de fazê-las se comportar pela imposição de leis e ameaçá-las com punições.

Muitos poderes milagrosos foram atribuídos a Ele, mas Ele não considerava qualquer tipo de poder sobrenatural algo de importância. Para Ele, o maior milagre era explicar a Verdade e tornar uma pessoa cruel em alguém bondoso por meio da compreensão. Um professor com profunda compaixão, Ele sentia o sofrimento humano e estava determinado a libertar as pessoas de seus grilhões por meio de um sistema racional de pensamento e um modo de vida.

O Buddha não afirmava ter ‘criado’ condições mundanas, os fenômenos universais ou a Lei Universal que chamamos de ‘Dhamma’. Embora descrito como lokavidu ou ‘conhecedor dos mundos’, Ele não era considerado o exclusivo guardião da Lei Universal. Ele livremente reconhecia que o Dhamma, juntamente com o funcionamento do cosmos, é atemporal; não tem criador e é independente no sentido absoluto. Cada coisa condicionada que existe no cosmos é sujeita à operação do Dhamma. O que o Buddha fez (como todos os outros Buddhas antes Dele) foi redescobrir a Verdade infalível e torná-la conhecida pela humanidade. Descobrir a Verdade, Ele também descobriu os meios pelos quais alguém poderia de forma derradeira se libertar da sujeição ao ciclo infindável do condicionamento, com os malefícios que o seguem.

Após quarenta e cinco anos de ministério, o Buddha faleceu (atingiu o parinibbana) com a idade de oitenta anos num local chamado Kusinara, deixando para trás numerosos seguidores, monges e monjas, e um vasto tesouro de Ensinamentos do Dhamma. O impacto de Seu grande amor e dedicação ainda hoje é sentido.

No Três Maiores Homens da História, H.G.Wells declara: “No Buddha se vê claramente um homem simples, devoto, solitário, lutando pela luz, uma personalidade humana vívida, não um mito. Ele também deixou uma mensagem universal à humanidade. Muitas de nossas melhores idéias atualmente se encontram em estreita harmonia com sua mensagem. Toda miséria e descontentamento da vida são devidos, ele ensinou, ao egoísmo. Antes de um homem se tornar sereno ele deve cessar de viver voltado para seus sentidos ou para ele mesmo. Então ele se funde em um ser maior. O Buddhismo, com uma linguagem diferente, convidou o homem a se esquecer de si mesmo quinhentos anos antes de Cristo. De certa forma, Ele estava mais perto de nós e de nossas necessidades. Ele foi mais lúcido quanto a nossa importância individual no serviço do que Cristo e menos ambíguo quanto a questão da imortalidade pessoal”.

2 comentários em “Gotama, o Buddha – 3

    Fabíola de Aguiar Nunes disse:
    14 outubro, 2011 às 5:08 pm

    Efetivamente é um milagre transformar uma pessoa cruel em bondosa através da compreensão da Verdade explicada. Especialmente é isto milagroso se considerarmos que ainda está acontecendo em nossos dias, 2600 anos depois que o Buda se foi. Seus ensinamentos são verdadeiramente poderosos.
    Mesmo em nossa época histórica, tão materialista e onde se dá tanto valor ao conhecimento científico, pensar que tais ensinamentos de Buda – que foram intuidos, descopbertos atraves da análise meditativa – ainda fazem muito sentido! Pensar que a comprovação de veracidade se dá pela experiencia subjetiva e mesmo assim é buscado por muitos ainda hoje, é realmente extraordinário, um verdadeiro milagre.

    O que é o Budismo? Quem é o Buda? « Olhar Budista disse:
    24 agosto, 2016 às 7:52 pm

    […] NoQueOsBuddhistasAcreditam: Gotama, o Buddha – 3 […]

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