A Natureza do Buddha

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Luz do mundo

 “Entendidas estão as coisas que devem ser entendidas,
Cultivadas estão as coisas que devem ser cultivadas,
Erradicadas estão as coisas que devem ser erradicadas,
Portanto, brahmana, Eu sou o Buddha”.  (Sutta Nipata)

“Enquanto, irmãos, a lua e o sol não surgem no mundo, não há brilho de uma grande luz de grande radiância. Prevalece a grosseira escuridão, a escuridão da confusão. A noite não é distinguida do dia, nem o mês, a quinzena e as estações dos anos podem ser distintos uns dos outros.

Mas, irmãos, quando a lua e o sol surgem no mundo, então brilha uma grande luz de grande radiância. A grosseira escuridão, a escuridão da confusão, não mais existe: Há os meses e a quinzena e as estações dos anos.

Da mesma forma, irmãos, enquanto não surge um Buddha, que é um Arahant, um Buddha Supremo, não há brilho de uma grande luz de grande radiância. Mas prevalece a grosseira escuridão, a escuridão da confusão. Não há proclamação, não há ensinamento, não há demonstração, não há estabelecimento, não há abertura, não há análise, não há o tornar claro das Quatro Nobres Verdades.

Quais quatro? A Nobre Verdade sobre o Sofrimento, o Surgimento do Sofrimento, a Cessação do Sofrimento e a Abordagem para a Cessação do Sofrimento.

Dessa forma, irmãos, esforcem-se para realizar ‘Isto é o sofrimento; isto é o surgimento do sofrimento; isto é a cessação do sofrimento; isto é a abordagem para a cessação do sofrimento’”.

As palavras acima nos dão uma clara imagem do grande valor do surgimento do Buddha no mundo. O Buddha surgiu numa época em que a Filosofia Ocidental tal como desenvolvida pelos gregos, era liderada por Heráclito que deu uma nova interpretação aos deuses do Olimpo das religiões antigas. Era uma época em que Jeremias dava uma nova mensagem para os judeus na Babilônia; que Pitágoras introduzia a doutrina da reencarnação na Grécia; que Confúcio estabelecia sua ética de conduta na China; que a rede social da Índia era pesadamente encrustrada por sacerdotes, domínio dos brahmanas, automortificação, distinção de castas, feudalismo corrupto e sujeição da mulher. Foi durante tal época que o Buddha, a flor mais fragrante da raça humana, apareceu na terra onde santos e sábios dedicavam suas vidas à procura da Verdade.

Ele foi um grande homem que exerceu uma extraordinária influência mesmo durante o período de Sua vida. Seu magnetismo pessoal, prestígio moral e confiança radiante em Suas descobertas, fizeram-No um sucesso popular. Durante Sua vida ativa como Professor, o Buddha iluminou muitos que O escutavam. Ele atraiu o alto e o baixo, o rico e o pobre, o letrado e o inculto, homens e mulheres, pessoas de família e ascetas, nobres e camponeses. Ele foi à procura dos viciados para ensinar, enquanto os puros e virtuosos vinham à Sua procura para aprender. Para todos, Ele deu o presente da Verdade que tinha descoberto. Seus discípulos eram reis e soldados, comerciantes e milionários, mendigos, cortesãs, religiosos, aqueles inclinados ao crime, bem como pessoas iludidas. Quando pessoas brigavam, Ele trazia a paz entre elas. Quando estavam iludidas, Ele as iluminava. Quando estavam inflamadas pela raiva e pela paixão, Ele lhes dava a água refrescante da Verdade. Quando abandonadas e rejeitadas, Ele lhes estendia o infinito amor de seu coração compassivo. Todas as pessoas eram uma só aos olhos do Buddha.

2 comentários em “A Natureza do Buddha

    Celso Carrera disse:
    29 agosto, 2011 às 3:19 pm

    Quando estavam iludidas, Ele as iluminava. Muito lindo isso.

    Willian Oliveira Dos Santos disse:
    22 julho, 2012 às 4:49 pm

    “Entendidas estão as coisas que devem ser entendidas,
    Cultivadas estão as coisas que devem ser cultivadas,
    Erradicadas estão as coisas que devem ser erradicadas,

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