A Natureza do Buddha – 2

Postado em Atualizado em

Ele era ‘Lokavidu’ (Conhecedor do mundo). Tendo conhecido por si mesmo a vida luxuosa, Ele conhecia o mundo bem o suficiente para não nutrir qualquer ilusão sobre sua natureza ou para não acreditar que suas leis pudessem ser completamente remodeladas para se encaixarem aos desejos dos seres humanos. Ele sabia que o mundo não existia apenas para seu prazer. Ele conhecia a natureza das condições mundanas. Compreendia as vicissitudes da vida no mundo. Ele sabia da futilidade da imaginação humana ou do sonhar acordado em relação ao mundo.

Ele não encorajava o pensamento iludido de estabelecer uma Utopia no mundo. Não tentou iniciar uma recriação do mundo. Ao contrário, mostrou o modo como alguém poderia conquistar seu próprio mundo – o mundo subjetivo interno que é o domínio privado de cada um. Numa linguagem simples, Ele nos falou que todo o mundo está dentro de nós e que é dirigido pela mente e que essa mente deve ser treinada e limpa de forma apropriada. O mundo material externo poderia ser controlado e cessado de criar angústia se nosso mundo interno estivesse controlado.

Seu Ensinamento foi basicamente simples e significativo: “Para colocar um fim no mal; para realizar tudo de bom; para purificar a mente. Esse é o conselho de todos os Buddhas”. (Dhammapada, 183)

Ele ensinou às pessoas como erradicar a ignorância. Encorajou-as a manterem a liberdade em suas mentes a fim de pensarem de forma livre.

A partir de todos os testes daquilo que disse e fez, Ele demonstrou ser um homem importante de Seus dias. Ele declarou uma fé no serviço, um ministério de sacrifício e realização. Aconselhou-nos a começarmos cada dia como se fosse o começo de uma vida. Não devemos desperdiçar tempo e energia na procura do início da vida. Deveríamos cumprir nossas infindáveis responsabilidades e deveres de nossa existência diária aqui e agora sem depender de ninguém para fazê-lo por nós. Em outras palavras, ensinou-nos a dependermos de nós mesmos.

Ele deu à humanidade uma nova explicação do universo. Doou uma nova visão da felicidade eterna, da conquista da perfeição no estado de Buddha. Mostrou o caminho para o estado permanente além de toda a impermanência, o caminho para o Nibbana, a liberdade final da miséria da existência.

Ele viveu há mais de 2500 anos. Mas ainda hoje este grande Professor é honrado não apenas por todas as pessoas com inclinações religiosas. Ele é também honrado por ateus, historiadores, racionalistas e intelectuais, livre-pensadores, cientistas e psicólogos por todo o mundo, os quais O reconhecem como o Professor Iluminado, de mente liberal e compassivo.

Sukho Buddhanam Uppado’ – ‘Feliz é o nascimento dos Buddhas’. (Dhammapada 194)

4 comentários em “A Natureza do Buddha – 2

    Joao Carlos Santos disse:
    22 agosto, 2011 às 7:16 pm

    O ensinamento de Buddha ja incentiva a busca interior. Seus escritos sao como palavras ao interior de cada ser humano.

    Marcelo disse:
    25 agosto, 2011 às 3:16 am

    E pensar que comecei a ler sobre Budismo apenas para conhecer mais uma religião e apontar os erros como fazia com as outras. Quanto mais eu procurava algo para zombar,criticar ou difamar mais eu aprendia e me sentia bem com os ensinamentos de Buda. Ainda não me considero um budista,mas a cada dia sinto que estou chegando lá. ABRAÇOS!

    Kunga Lene Cardoso Pegorari disse:
    25 agosto, 2013 às 9:25 am

    Agradeço pela linda leitura.
    Sou budista Sakya Vajrayana

    Mente Quântica disse:
    6 julho, 2014 às 10:38 pm

    _/\_

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s