A Verdade Última

Postado em Atualizado em

A Verdade não convecional desvoberta pelo Buddha é chamada Verdade Última

O Buddhismo reconhece dois tipos de Verdade, a verdade convencional aparente, que se refere a assuntos mundanos, e a Verdade real ou última que se refere ao supramundano. A Verdade última somente pode ser realizada pelo desenvolvimento da mente por meio da meditação, e não pela teoria ou especulação.

O Ensinamento do Buddha é a respeito da Verdade última com relação ao mundo. O Buddhismo, entretanto, não é uma religião revelada ou organizada. É o primeiro exemplo de uma abordagem puramente científica aplicada a questões concernentes à natureza última da existência. Esse Ensinamento atemporal foi descoberto pelo próprio Buddha sem a ajuda de qualquer intermediário divino. Esse próprio ensinamento é forte o suficiente para enfrentar qualquer desafio sem modificar seus princípios básicos de doutrina. Qualquer religião que é forçada a modificar ou ajustar seus Ensinamentos originais a fim de se adaptar ao mundo moderno é uma religião que não tem uma fundação firme e uma verdade última presente nela. O Buddhismo pode manter a Verdade do Ensinamento original do Mestre mesmo sob as difíceis condições prevalecentes no mundo moderno. Ele pode enfrentar qualquer desafio proposto pelo método mais rigoroso da inquirição científica. O Buddha não introduziu certas práticas pessoais e mundanas que não tinham conexão com a moralidade ou as observâncias religiosas. Para o Buddha, tais práticas não têm valor religioso. Devemos fazer a distinção entre o que o Buddha ensinou e o que as pessoas pregam e praticam em nome do Buddhismo.

Toda religião consiste não somente dos ensinamentos do fundador de tal religião, mas também dos ritos e cerimônias que cresceram ao redor do núcleo básico dos ensinamentos. Esses rituais e cerimônias têm suas origens nas práticas culturais do povo que aceitou a religião. Usualmente os fundadores das grandes religiões não estabelecem regras precisas sobre os rituais a serem observados. Mas líderes religiosos que chegam depois formalizam a religião e estabelecem códigos precisos de comportamento dos quais os seguidores não devem se desviar. Como discutimos anteriormente, essa é uma das razões porque o Buddha não indicou um sucessor.

Mesmo a religião que hoje chamamos de ‘Buddhismo’ é muito diferente em suas práticas externas daquilo que o Buddha e Seus primeiros seguidores praticaram. Séculos de influência cultural e ambiental tornaram diferente o modo de vida buddhista dos birmaneses, thailandeses, chineses, tibetanos, cingaleses, japoneses e coreanos. Mas essas práticas não estão em conflito, porque o Buddha ensinou que enquanto a Verdade permanece absoluta, a manifestação física dessa verdade pode diferir de acordo com o modo de vida daqueles que a professam.

Dessa forma, a religião moderna que vemos em muitos países é o produto de seres humanos normais vivendo em um país e se ajustando aos vários ambientes sociais e culturais. Entretanto, o Buddhismo como religião não começou como um sistema acima do mundo que desceu dos céus. Ao contrário, ele nasceu e se desenvolveu através de um longo processo histórico. Em seu processo de desenvolvimento, muitas pessoas lentamente se desviaram dos Ensinamentos originais do fundador e começaram novas escolas e seitas diferentes. Todas as outras religiões existentes também enfrentam a mesma situação.

Um comentário em “A Verdade Última

    Índice « No Que Os Buddhistas Acreditam disse:
    15 março, 2011 às 8:43 am

    […] A Verdade Última […]

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s