Tipitaka (ou Tripitaka)

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O Tipitaka é a coleção de ensinamentos que o Buddha ensinou por mais de 45 anos e guardados na língua pali. Ele consiste do Sutta (ensinamentos convencionais), Vinaya (código de disciplina), e Abhidhamma (psicologia moral)

O Tripitaka foi compilado e organizado em sua forma atual por aqueles Arahants que tiveram contato imediato com o próprio Mestre.

O Buddha morreu, mas o Dhamma sublime que legou sem reservas à humanidade ainda existe em sua clara pureza. Embora o Mestre não tenha deixado relatos escritos de Seus Ensinamentos, Seus notáveis discípulos os preservaram fielmente, guardando-os na memória e transmitindo-os oralmente de geração a geração.

Imediatamente após a morte do Buddha, 500 notáveis Arahants realizaram uma convenção conhecida como o Primeiro Concílio Buddhista a fim de recitar a Doutrina ensinada pelo Buddha. O Venerável Ananda, fiel atendente do Buddha que teve o privilégio de ouvir todos os discursos que o Buddha proferiu, recitou o Dhamma, enquanto que o Venerável Upali recitou o Vinaya, as regras de conduta para a Sangha.

Cem anos após o Primeiro Concílio Buddhista, durante o reinado do rei Kalasoka, alguns discípulos viram a necessidade de mudar certas regras menores. Os monges ortodoxos disseram que nada deveria ser mudado, enquanto que outros insistiram na modificação de algumas regras disciplinares (Vinaya). Finalmente, a formação de diferentes escolas de Buddhismo germinou após esse concílio. E no Segundo Concílio somente assuntos pertinentes ao Vinaya foram discutidos e nenhuma controvérsia sobre o Dhamma foi relatada.

No terceiro século a.C., durante o tempo do imperador Asoka, o Terceiro Concílio teve lugar para discutir as diferenças de opinião presentes na comunidade da Sangha. Nesse Concílio as diferenças não estiveram confinadas somente ao Vinaya, mas também estiveram conectadas ao Dhamma. Ao fim desse Concílio, seu presidente, o Venerável Moggaliputta Tissa, compilou um livro chamado Kathavatthu que refutava as opiniões falsas e teorias heréticas de alguns discípulos. O ensinamento aprovado e aceito por esse Concílio foi conhecido como Theravada ou ‘Caminho dos Mais Velhos’. O Abhidhamma Pitaka foi discutido e incluído nesse Concílio. O Quarto Concílio teve lugar no Sri Lanka em 80 a.C. sob a patronagem do devoto rei Vattagamini Abhaya. Foi nessa época, no Sri Lanka, que o Tipitaka foi submetido à escrita, pela primeira vez no mundo.

Deve ser enfatizado que embora o processo de escrita tenha continuado, a tradição básica sempre permaneceu oral. Cada aspecto do ensinamento foi mantido e venerado na memória ao invés da forma escrita. Esse é o porquê dos discípulos serem conhecidos como ouvintes savakas. Recitando e ouvindo, eles mantiveram o ensinamento na tradição oral por mais de 2500 anos.

O Tripitaka consiste das três seções dos Ensinamentos do Buddha. Elas são a Disciplina (Vinaya Pitaka), os Discursos (Sutta Pitaka) e a Doutrina Absoluta (Abhidhamma Pitaka).

O Vinaya Pitaka lida principalmente com o código de disciplina da Ordem dos monges (bhikkhus) e monjas (bhikkhunis). Ele descreve com detalhes o desenvolvimento gradual da Sasana (Dispensação). Ele também provê um relato da vida e ministério do Buddha. Revela, indiretamente, algumas informações úteis sobre a história antiga, costumes indianos, artes, ciências, etc.

Por quase vinte anos desde Sua Iluminação, o Buddha não prescreveu regras para o controle da Sangha. Mais tarde, quando a ocasião surgiu e o número de monges aumentou, o Buddha promulgou regras para a futura disciplina da Sangha.

Este Pitaka consiste de cinco livros:

1. Parajika Pali (Ofensas Maiores)
2. Pacittiya Pali (Ofensas Menores)
3. Mahavagga Pali (Grande Seção)
4. Cullavagga Pali (Pequena Seção)
5. Parivara Pali (Epítome do Vinaya)

10 comentários em “Tipitaka (ou Tripitaka)

    Fernando Cardoso Nascimento disse:
    22 março, 2012 às 1:50 pm

    Só tenho elogios sinceros aos realizadores deste site sobre
    o Budismo. Penso que os preceitos búdicos devem ser
    de grande auxílio àqueles questão buscando a verdade
    sobre este tão complexo mundo da chamada matéria física.
    À medida que a Ciência e a Filosofia avançam e se libertam das amarras dos preconceitos também se aproximam do Budismo, e nessa aproximação podem os cientístas e filósofos vislumbrar outros referenciais libertadores.
    Obrigado por tudo.
    Fernando C. Nascimento

    Fernando Cardoso Nascimento disse:
    22 março, 2012 às 2:46 pm

    Errata: no comentário acima, onde se lê “…àqueles questão…
    leia-se “…àqueles que estão…”

    Obrigado
    Fernando C. Nascimento

    MIGUEL DA PAZ disse:
    17 agosto, 2012 às 9:51 pm

    ADORO O BUDISMO ELE TRAZ UM BALSAMO DE PAZ E DE COISAS MARAVILHOSAS E TRAZ LUZ AS MENTES DOENTIAS E CIORAÇÕES ANGUSTIADOS.

    miguel disse:
    12 outubro, 2013 às 5:04 pm

    onde posso comprar o tipitaka?

    MANOEL SOUZA RAMOS disse:
    7 agosto, 2014 às 12:22 pm

    POR FAVOR ME ENVIE O VALOR DO LIVRO TRIPITAKA COM TODOS SEUS CAPÍTULOS EM PORTUGUÊS , POIS TENHO IMENSO DESEJO DE ESTUDÁ-LO, E CONHECER MAIS SOBRE O BUDISMO; QUE SEJA COM A MAIOR BREVIDADE POSSÍVEL.

    CORDIALMENTE.

    admin disse:
    7 agosto, 2014 às 3:15 pm

    Obrigado pela visita, mas não vendemos este ‘livro’ aqui.

    Eder Lima Affonso disse:
    23 outubro, 2014 às 11:29 am

    Não é por que o Budismo é mais antigo do que o Cristianismo que ele seja melhor e esteja certo.

    dhanapala respondido:
    23 outubro, 2014 às 11:47 am

    Seu comentário, Eder, é semelhante a de alguém que lê um artigo sobre suco de laranja e comenta que comer salsichas é melhor que hamburguer. Não existe nenhuma menção aqui ao Cristianismo nem qualquer comparação com ele.

    Agostinho disse:
    24 abril, 2015 às 6:47 pm

    Seria algo muito bem vindo se o conjunto da Tipitaka fosse traduzido para o Português, da mesma forma que o temos em Inglês pela “Pali Text Society” da Inglaterra. Creio que os budistas que conhecem o Pali poderiam se reunir numa empreitada tão memorável quanto nobre para maior divulgação desses tesouros da humanidade em nosso país.

    isaias disse:
    20 agosto, 2016 às 10:11 pm

    EM QUE ANO FOI REDIGIDO COMPLETAMENTE O TIPITAKA , AGIARDANDO A RESPOSTA ?

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