Nossa Própria Experiência

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Compreender a lei do kamma é entender que nós mesmos somos responsáveis por nossa própria felicidade e nossa própria miséria. Somos os arquitetos de nosso kamma. O Buddhismo explica que temos a oportunidade de moldar nosso próprio kamma e, assim, influenciar a direção de nossas vidas. Por outro lado, não somos completos prisioneiros de nossas próprias ações; não somos escravos de nosso kamma. Nem somos meras máquinas que automaticamente soltam forças instintivas que nos escravizam. Nem somos meros produtos da natureza. Temos dentro de nós a força e a habilidade para mudar nosso kamma. Nossas mentes são mais poderosas do que nosso kamma e, assim, a lei do kamma pode ser moldada para nos servir. Não temos que desistir de nossas esperanças e esforços, entregando-nos à nossa própria força kammica. Para compensar a reação de nosso mau kamma acumulado previamente, devemos realizar mais ações meritórias; e purificar nossas mentes ao invés de simplesmente confiar em adorações, execução de ritos ou torturas de nosso corpo físico com o objetivo de superar nossos efeitos kammicos. Dessa forma, uma pessoa pode superar o efeito de suas ações maléficas se agir sabiamente levando uma vida nobre.

Devemos usas as qualidades que temos a fim de alcançar nosso ideal. As cartas no jogo da vida estão conosco. Não as escolhemos. Elas vêm de nosso kamma passado; mas podemos lançá-las como desejarmos, fazer o que for apropriado e, no jogo, vamos ganhar ou perder dependendo de nossa habilidade ou falta dela.

Kamma é igualado às ações de uma pessoa. Esta ação também cria alguns resultados kammicos. Mas cada ação levada sem qualquer intenção proposital, não pode se tornar um kusala-kamma (ação habilidosa) ou akusala-kamma (ação não habilidosa). Esse é o motivo porque o Buddha descreveu o kamma como atividades volitivas. Isso significa que quaisquer que sejam as boas ou más ações que possamos cometer sem qualquer propósito intencional, elas não serão suficientemente fortes para serem levadas a uma próxima vida. Entretanto, a ignorância sobre a natureza dos efeitos bons e maus do kamma não é uma desculpa para justificar ou evitar os resultados kammicos caso tenham sido cometidos intencionalmente. Uma criança pequena ou um homem ignorante podem cometer muitas ações maléficas. Uma vez que cometem tais ações com intenção para ferir ou injuriar é difícil de dizer que são livres dos resultados kammicos. Se essa criança toca um ferro quente, o elemento do calor não poupará a criança em relação à dor. A energia kammica também funciona exatamente da mesma maneira. A energia kammica não tem preconceitos; como a gravidade, ela é imparcial.

As transformações radicais no caráter do Angulimala e Asoka ilustram o potencial dos seres humanos no sentido de obter o controle sobre as forças kammicas.

Angulimala foi um ladrão de estradas que matou mais de mil homens. Podemos julgá-lo por suas ações externas? Em seu período de vida, em razão unicamente de seus esforços, ele se tornou um Arahant e, assim, se redimiu de suas ações passadas.

Asoka, o Imperador da Índia, matou milhares e milhares em suas guerras e na expansão de seu império. Mesmo assim, após ganhar a batalha, ele se transformou completamente e mudou sua carreira de tal modo que hoje ‘dentre as dezenas de milhares de nomes de monarcas que populam as colunas da história, suas majestades e altas realezas, o nome de Asoka brilha e reluz quase sozinho, como uma estrela’, diz o historiador H.G. Wells.

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