O Momento da Morte

Postado em Atualizado em

Reclining Buddha, Wat Suthat, Bangkok, Thailand
Wat Suthat

Há três tipos de consciência (viññana) funcionando no momento da morte de uma pessoa: a consciência de ligação com o renascimento (patisandhi-citta), o fluxo da consciência passiva ou corrente do contínuo da vida (bhavanga) e a consciência de desconexão da vida presente (cuti-citta). No último momento da vida presente de uma pessoa surge patisandhi-citta ou consciência de ligação com o renascimento, tendo três sinais como objetos. Patisandhi-citta permanece no curso de cognição por cinco breves momentos-de-pensamento ou javana e, então, afunda em bhavanga. No final de bhavanga, surge cuti-citta, desconectando a vida presente e submergindo em bhavanga. Nesse exato momento chega o fim da vida presente. Ao final desse bhavanga, outro patisandhi-citta surge na próxima vida e a partir desse exato momento uma nova vida começa. Esse é o processo da morte e do renascimento de acordo com o Buddhismo, e somente no Buddhismo o processo desses fenômenos naturais é explicado em detalhe e de forma exata.

Um buddhista encara a morte não como uma crise na vida, mas como um evento normal, porque ele ou ela sabe que o que quer que tenha nascido deve sofrer, ‘envelhecer’, e finalmente morrer. Ou, como alguém já havia dito apropriadamente: ‘Todos já nascem com o certificado de falecimento’. Se pudéssemos todos olhar a morte de tal forma inteligente e racional, não nos apegaríamos à vida tão tenazmente.

Após Sua libertação do Samsara, no momento da Iluminação, o Buddha declarou: ‘Este é meu nascimento final e não haverá mais renascimentos para mim’ (‘Ayamantima jati natthidani punabbhavo’) ~ Dhamma Cakka Sutta.

2 comentários em “O Momento da Morte

    Índice « No Que Os Buddhistas Acreditam disse:
    28 setembro, 2010 às 10:29 am

    […] O momento da morte […]

    rosana ramos philippi disse:
    29 abril, 2011 às 1:16 am

    Certa manhã acordei com a luz do sol inundando o quarto. No céu de um límpido azul voavam pássaros. No ar um aroma de terra molhada. Nenhum som além do canto mudo da alegria. Sorrindo eu acendi a vela, o incenso e troquei as flores do pequeno vaso. Depois de três reverências eu sentei e falei: “bela manhã para se morrer”!!

    Gasshô
    Rosana.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s