Anatta: O Ensinamento da Não-Alma – 2

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O Buddha disse: ‘O corpo, ó monges, não é o Self. Sensação não é o Self. Percepção não é o Self. As construções mentais não são o Self. E nem a consciência é o Self. Percebendo isso, ó monges, o discípulo não coloca valor no corpo, na sensação, na percepção, nas construções mentais ou na consciência. Não colocando valor neles, ele se torna livre da paixão e é liberto. O conhecimento da libertação surge dentro dele. E então ele sabe que fez o que tinha que ser feito, que viveu a vida santa, que não há mais tornar-se isso ou aquilo, que seu renascimento está destruído’ (Anatta-lakkhana Sutta)

A doutrina de Anatta do Buddha tem mais de 2500 anos. O pensamento corrente no mundo científico moderno flui na direção do Ensinamento do Buddha sobre Anatta ou Não-Alma. Aos olhos dos cientistas modernos, um ser humano é meramente um agregado de sensações sempre mutantes. Os físicos modernos dizem que o universo aparentemente sólido não é, na realidade, composto de substâncias sólidas de modo algum, mas é, de fato, um fluxo de energia. O físico moderno vê todo o universo como um processo de transformação de várias forças, o qual inclui os processos que constituem um ser humano. O Buddha foi o primeiro a perceber isso.

4 comentários em “Anatta: O Ensinamento da Não-Alma – 2

    jeanete disse:
    15 julho, 2010 às 1:42 pm

    Estou começando estes estudos, e tenho portanto, como é natural muitas dúvidas, é tudo muito novo, por exemplo, o que significa, o meu renascimento está destruído?

    dhanapala respondido:
    15 julho, 2010 às 3:53 pm

    Significa que ele não mais renascerá, estando livre do samsara.

    Índice « No Que Os Buddhistas Acreditam disse:
    28 setembro, 2010 às 10:30 am

    […] Anatta: O Ensinamento da Não-Alma – 2 […]

    Gilson disse:
    20 maio, 2011 às 10:11 am

    Eu não acredito que o Buddha tivesse negado o Atman das Escrituras Védicas. A idéia do “Eu Sou” está presente em todas as Tradições, desde o Hinduísmo ao Cristianismo Esotérico. A meu ver o “Eu” que o Buddha afirma ser ilusório é a Personalidade Terrestre. Eu considero horrível, em termos de Espiritualidade, trabalhar com negações como “não-eu” ou “não-alma” ou “não-mente”.

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