Anatta: O Ensinamento da Não-Alma – 3

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W.S. Wily disse certa vez: ‘A existência do imortal nos seres humanos tem se tornado cada vez desacreditada a partir da influência das escolas dominantes do pensamento moderno’. A crença na imortalidade da alma é um dogma que contradiz a investigação mais clara e empírica.

A mera crença em uma alma imortal ou a convicção de que algo em nós sobrevive à morte não nos torna imortais a menos que saibamos o que é isto que sobrevive e que somos capazes de nos identificar com isso. A maioria dos seres humanos escolhe a morte ao invés da imortalidade identificando-se com o que é perecível e impermanente por meio do teimoso apego ao corpo ou aos elementos momentâneos da personalidade presente, os quais se iludem tomando-os como sendo a alma ou a forma essencial de vida.

Com relação a tais pesquisas dos cientistas modernos que agora estão mais inclinados a afirmar que a chamada ‘Alma’ não é mais que um aglomerado de sensações, emoções, sentimentos, todos esses relacionados a experiências físicas, o prof. William James diz que o termo ‘Alma’ é uma mera figura de linguagem que não corresponde a nenhuma realidade.

É a mesma doutrina de Anatta do Buddha que foi introduzida na Escola Mahayana do Buddhismo como Sunyata ou vazio. Embora esse conceito tenha sido elaborado pelo grande erudito Mahayana, Nagarjuna, provendo várias interpretações, não há qualquer coisa extraordinária no conceito de Sunyata que seja muito diferente da doutrina original do Buddha sobre Anatta.

3 comentários em “Anatta: O Ensinamento da Não-Alma – 3

    Índice « No Que Os Buddhistas Acreditam disse:
    28 setembro, 2010 às 10:31 am

    […] Anatta: O Ensinamento da Não-Alma – 3 […]

    Gilson disse:
    20 maio, 2011 às 10:12 am

    Eu não acredito que o Buddha tivesse negado o Atman das Escrituras Védicas. A idéia do “Eu Sou” está presente em todas as Tradições, desde o Hinduísmo ao Cristianismo Esotérico. A meu ver o “Eu” que o Buddha afirma ser ilusório é a Personalidade Terrestre. Eu considero horrível, em termos de Espiritualidade, trabalhar com negações como “não-eu” ou “não-alma” ou “não-mente”.

    William disse:
    18 abril, 2013 às 8:38 am

    O Budismo não se confina nos mesmos termos de Espiritualidade como em outras religiões. Ele abraça muitos fatos ‘metafísicos’ entre muitas aspas -rs, porque afinal, é uma religião que também condiz com a Física, como mostram os ensinamentos da Impermanência e Interdependência.

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