O modo de vida buddhista para os laicos – 2

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Certa vez o Buddha disse a Anathapindika, o grande banqueiro (um dos Seus mais devotados discípulos leigos e que fundou para o celebrado mosteiro Jetavana em Savatthi), que um laico que leva uma vida familiar comum tem quatro tipos de felicidade. A primeira felicidade é desfrutar de segurança econômica ou riqueza suficiente adquirida por meios justos e corretos (atthi-sukha); a segunda é gastar tal riqueza liberalmente consigo próprio, sua família, seus amigos e parentes, e em ações meritórias (bhoga-sukha); a terceira é ser livre de dívidas (anana-sukha); a quarta felicidade é viver uma vida sem manchas e pura sem cometer o mal em pensamentos, palavras ou ações (anavajja-sukha).

É preciso notar aqui que as três primeiras são felicidades econômicas e materiais que não são tão nobres quanto a felicidade espiritual que surge de uma vida boa e sem faltas.

Dos poucos exemplos dados acima, podemos ver que o Buddha considerava o bem-estar econômico como um requisito para a felicidade humana, mas não reconheceu o progresso como real e verdadeiro se fosse somente material, desprovido de uma fundação espiritual e moral. Ao mesmo tempo em que encoraja o progresso material, o Buddhismo sempre coloca grande ênfase no desenvolvimento do caráter moral e espiritual para uma sociedade feliz, pacífica e contente.

Muitas pessoas pensam que para ser um bom buddhista alguém não deve ter absolutamente nenhuma relação com a vida material. Isso não é correto. O que o Buddha ensina é que ao mesmo tempo em que podemos desfrutar dos confortos materiais sem cair nos extremos, precisamos também desenvolver conscientemente os aspectos espirituais de nossas vidas. Ao mesmo tempo em que desfrutamos dos prazeres sensoriais enquanto laicos, não deveríamos nunca ser indevidamente apegados a eles a um nível que sejam um obstáculo ao nosso progresso espiritual. O Buddhismo enfatiza a necessidade de uma pessoa seguir o Caminho do Meio. O ensinamento do Buddha não é baseado na obliteração do mundo, mas na obliteração da ignorância e do desejo egoísta.

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