Ética Buddhista – 2

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A moralidade no Buddhismo serve para o propósito prática de levar as pessoas ao objetivo final da felicidade última. No caminho buddhista para a Emancipação, cada indivíduo é considerado responsável por sua própria felicidade ou infortúnio. Espera-se que cada indivíduo se esforce por sua própria libertação por meio do entendimento e do esforço. A salvação buddhista é o resultado do próprio desenvolvimento moral e não pode ser imposta ou garantida por algum agente externo. A missão do Buddha foi de iluminar os seres quanto à natureza da existência e aconselhá-los sobre como melhor agir para sua própria felicidade e para o benefício dos outros. Consequentemente, a ética buddhista não consiste de mandamentos que as pessoas são compelidas a seguir. O Buddha deu sugestões sobre as condições mais apropriadas e condutivas para o benefício a longo termo de si mesmo e dos outros. Ao invés de se referir a pecadores com palavras como ‘vergonhoso’, ‘perverso’, ‘mau’, ‘sem valor’ e ‘cheio de blasfêmia’, Ele apenas dizia: ‘Você é tolo em agir dessa forma pois isso trará o pesar para você mesmo e para os outros’.

A teoria da ética buddhista encontra sua expressão prática em vários preceitos. Tais preceitos ou disciplinas não são nada mais que orientações gerais mostrando a direção para a qual deveríamos nos virar em nosso caminho para a salvação final. Apesar de muitos dos preceitos serem expressos de uma forma negativa, não devemos pensar que a moralidade buddhista consiste de se abster do mal sem o complemento de fazer o bem.

A moralidade encontrada em todos os preceitos pode ser sintetizada em três princípios simples: ‘Evitar o mal; fazer o bem; purificar a mente’. Esse é o conselho dado por todos os Buddhas (Dhammapada, 183).

No Buddhismo, a distinção entre o que é bom e o que é mal é muito simples: todas as ações que têm suas raízes na ganância, ódio e ilusão que nascem do egoísmo encorajam a ilusão danosa da existência de um ‘eu’. Tais ações são demeritórias, inábeis ou más. São chamadas de Akusala Kamma. Todas as ações que são enraizadas nas virtudes da generosidade, amor e sabedoria, são meritórias – Kusala Kamma. O critério de bom e mau se aplica às ações do pensamento, palavra ou ato.

Um comentário em “Ética Buddhista – 2

    nodege a. mesquita disse:
    21 fevereiro, 2010 às 12:27 pm

    salvaçao final para um judeucristiano nao difere de suas crendices,e purificara mente deveria ser o diferenciador em este texto,además é claro da salvaçao final.

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