Bondade Amorosa – 2

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Para se praticar a bondade amorosa é preciso também estar livre do egoísmo. Muito do amor nesse mundo é autocentrado, ou seja, é apenas amor por si mesmo ou para o benefício de si.

Não por causa do amor o marido é amado; mas o marido é amado pelo amor a si mesmo. Os filhos são amados por seus pais, não pelo amor aos filhos, mas pelo amor a si mesmos. Os deuses são amados, não pelo amor aos deuses, mas pelo amor a si mesmo. Não pelo amor qualquer um é amado, mas pelo amor a si mesmo eles são amados”.

O Buddha ensina um outro tipo de amor. De acordo com o Buddha, deveríamos aprender como praticar o amor desinteressado a fim de manter a verdadeira paz enquanto nos esforçamos por nossa própria salvação. Isso se chama amor altruísta: onde não é encontrado um eu que exerce o amor. Como o suicídio mata fisicamente, o egoísmo mata o progresso espiritual. A bondade amorosa no Buddhismo não é nem emocional nem egoísta. É a bondade amorosa que se irradia através de uma mente purificada após ter erradicado o ódio, o ciúmes, a crueldade, a inimizade e as aversões. De acordo com o Buddha, metta – a bondade amorosa – é o método mais efetivo para manter a pureza da mente e para purificar a atmosfera mental poluída.

A palavra ‘amor’ é usada para cobrir uma vasta gama de emoções experienciadas pelos seres humanos. Os buddhistas diferenciam entre ‘prema’, o amor egoísta, e ‘karuna’ ou ‘metta’, que significam o amor puramente altruísta. A ênfase na paixão animal mais inferior de um sexo pelo oposto degradou o conceito de um sentimento de amizade para com outro ser. De acordo com o Buddhismo, há muitos tipos de emoções, todas fazendo parte do termo geral ‘amor’. Primeiramente, há o amor egoísta e o amor sem egoísmo. O amor egoísta surge quando estamos preocupados somente com a satisfação que podemos tirar para nós mesmos, sem qualquer consideração pelas necessidades ou sentimentos do parceiro. O ciúmes é usualmente um sintoma do amor egoísta. O amor altruísta, por outro lado, é sentido quando uma pessoa entrega todo seu ser pelo bem de outro – os pais sentem tal amor por seus filhos. Usualmente os seres humanos sentem uma mistura de ambos, do amor egoísta e do amor altruísta, nos seus relacionamentos com os outros. Por exemplo, enquanto os pais fazem um enorme sacrifício pelos seus filhos, eles usualmente esperam algo em troca, de modo que há tanto egoísmo como altruísmo.

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