Porque tomamos Refúgio no Buddha – 2

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O Buddha advertiu contra a futilidade em tomar refúgio em montanhas, florestas, matas, árvores e santuários quando as pessoas são tomadas pelo medo. Nenhum desses refúgios é seguro, nenhum desses refúgios é Supremo. Não é confiando em tais refúgios que alguém se torna livre de toda dificuldade. Aquele que toma refúgio no Buddha, Dhamma e Sangha vê com correto conhecimento as Quatro Nobres Verdades – o sofrimento, a causa do sofrimento, a transcendência em relação ao sofrimento e o Nobre Caminho Óctuplo que leva à cessação do sofrimento. Esse de fato é um refúgio seguro. É buscando tal refúgio que alguém se liberta de todo sofrimento (Dhammapada 188-192).

No Dhajagga Sutta é mencionado que tomando refúgio em Sakra, o rei dos deuses, ou em qualquer deus, tais seguidores não seriam livres de todos os problemas e medos mundanos. A razão para isso é de que os próprios deuses não são livres da paixão, do ódio, da ilusão e do medo, enquanto que Buddha, Dhamma e Sangha estão livres de tais coisas. Somente aqueles que estão livres da insatisfatoriedade podem mostrar o caminho para a felicidade derradeira.

Francis Story, um erudito ocidental buddhista, dá sua visão sobre a tomada de refúgio no Buddha. ‘Eu vou ao Buddha como refúgio. Busco a presença do Exaltado Mestre por cuja compaixão eu possa ser guiado através das torrentes do samsara, por cujo sereno comportamento eu possa ser elevado distante do lamaçal dos pensamentos e desejos mundanos, na certeza da Paz Nibbânica, a qual Ele mesmo atingiu. No pesar e na dor volto-me a Ele e em minha felicidade busco Seu tranquilo olhar. Deposito diante de Sua imagem não apenas flores e incenso, mas também o fogo que queima em meu coração agitado, que ele possa ser arrefecido e aquietado. Abandono o fardo de meu orgulho e de meu egoísmo, o fardo pesado de minhas preocupações e aspirações, o cansativo peso deste incessante nascer e morrer’.

Sri Rama Chandra Bharati, um poeta indiano, dá uma outra razão significativa para se tomar refúgio no Buddha: ‘Não busco vosso refúgio para o ganho, nem pelo temor, nem pelo amor à fama, nem por serdes da raça solar, nem para conquistar vasto conhecimento. Mas atraído pelo poder de vosso amor sem fronteiras e vossa visão toda abrangente, o vasto oceano do samsara a salvo para cruzar, eu me curvo, ó Senhor, e torno-me vosso devoto’.

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