O Significado dos Cânticos Paritta – III

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A recitação de suttas para bênçãos começou durante o tempo de Buddha. Mais tarde, em alguns países buddhistas, como o Sri Lanka, Thailândia e Birmânia, esta prática foi desenvolvida ainda mais com a organização de prolongados cânticos por toda uma noite ou por vários dias. Com grande devoção, os devotos participavam de sessões de cânticos ouvindo-os atenta e inteligentemente. Em algumas ocasiões, o Buddha e Seus discípulos cantavam suttas a fim de levar consolo espiritual às pessoas atingidas por epidemias, fome, doenças e outros desastres naturais. Em uma ocasião, quando uma criança foi relatada como sendo aflita por influências maléficas, o Buddha instruiu Seus monges a recitarem suttas que dessem proteção à criança.

Um serviço de bênçãos, através dos cânticos, era efetivo. Claro, havia ocasiões quando o cântico de suttas não podia ser efetivo caso a vítima houvesse cometido algum forte mau kamma. Ainda assim, certos efeitos menores de maus kammas podem ser superados pelo poder vibrante combinado com as grandes virtudes e a compaixão daquelas pessoas santas que cantam esses suttas. Aqui, a superação de um efeito do mau kamma não significa a completa erradicação do efeito, mas somente uma suspensão temporária de tal efeito.

Devotos que estavam cansados ou fatigados experimentavam alívio e calma após ouvir ao cântico dos suttas. Tal experiência é diferente daquela oferecida pela música pois esta pode criar excitação em nossa mente e manipular nossas emoções, mas sem criar a devoção e confiança espiritual.

Pelos últimos 2500 anos, os devotos buddhistas experimentaram os bons efeitos do cântico de suttas. Deveríamos tentar compreender como e porquê as palavras proferidas pelo Buddha para fins de abençoar poderiam ser tão efetivas mesmo depois de Sua morte. É mencionado no ensinamento de Buddha que desde quando teve a aspiração de se tornar um Buddha durante Seus nascimentos anteriores, Ele se manteve firmemente estabelecido num princípio em particular, a saber, abster-se de ‘dizer mentiras’. Sem ofender ou empregar mal Suas palavras, Ele falava gentilmente sem ferir os sentimentos dos outros. O poder da Verdade se tornou uma fonte de poder nas palavras proferidas com grande compaixão pelo Buddha. Entretanto, somente o poder da palavra do Buddha não é suficiente para assegurar as bênçãos quando não acompanhadas de devoção e entendimento dos devotos.

O efeito milagroso experienciado por muitas pessoas em se livrar de suas doenças e muitas outras perturbações mentais por meio dos suttas buddhistas, capacita-as a desenvolver sua fé e confiança nessa forma de serviço religioso.

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