Adoradores de Ídolos? – 2

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Aqueles que criticam os buddhistas por praticarem adoração de ídolos estão realmente interpretando mal o que os buddhistas fazem. Se as pessoas podem manter fotografias de seus pais e avós a fim de manterem vivas suas memórias; se as pessoas podem manter fotografias de reis, rainhas, primeiros-ministros, grandes heróis, filósofos e poetas – certamente não há razão para que os buddhistas não possam manter uma pintura ou imagem de seu amado Mestre a fim de se lembrar Dele e respeitá-Lo.

Qual dano se causa em recitar alguns versos elogiando as grandes qualidades de seu Mestre? Se as pessoas podem deixar grinaldas nos túmulos de seus entes queridos a fim de expressar gratidão, que mal há se os buddhistas também oferecem algumas flores, incenso, etc., para seu amado Mestre, o qual devotou toda sua vida a ajudar a humanidade sofredora? As pessoas fazem estátuas de certos heróis conquistadores, os quais, de fato, foram assassinos responsáveis pela morte de milhões de pessoas inocentes. Pela ânsia por poder, tais conquistadores cometeram o assassinato com ódio, crueldade e ganância. Invadiram países pobres e criaram sofrimentos inimagináveis ao tomar suas terras e propriedades, causando muita destruição. Muitos desses conquistadores são considerados heróis nacionais; serviços fúnebres são conduzidos em sua memória, flores são oferecidas em seus túmulos e tumbas. O que há de errado, então, se os buddhistas prestam seus respeitos ao Mestre honrado do mundo que sacrificou Seus prazeres mundanos pelo objetivo da Iluminação a fim de mostrar aos outros o Caminho de Salvação?

As imagens são a linguagem do subconsciente. Por isso, a imagem do Iluminado é freqüentemente criada dentro da mente como a corporificação da perfeição; a imagem penetrará profundamente na mente subconsciente e (se for suficientemente forte) agirá como um freio automático contra os impulsos. A recordação do Buddha produz alegria, revigora a mente e eleva o homem de estados de agitação, tensão e frustração. Assim, a adoração ao Buddha não é uma oração no sentido usual, mas uma meditação. Portanto, não é uma adoração a ídolos, mas uma adoração ‘ideal’. Os buddhistas conseguem, assim, encontrar uma força revitalizante para construir um santuário a partir de suas vidas. Eles limpam seus corações até se sentirem dignos de portar a imagem em seus santuários internos. Os buddhistas prestam respeitos à grande pessoa representada pela imagem. Tentam se inspirar por sua Nobre personalidade e imitá-Lo. Os buddhistas não vêem a imagem do Buddha como um ídolo morto de madeira, metal ou argila. A imagem representa algo vibrante para aqueles que compreendem e se purificam em pensamento, palavra e ação.

Um comentário em “Adoradores de Ídolos? – 2

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