Cometendo Suicídio

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Tirar a própria vida em qualquer circunstância é moral e espiritualmente algo errôneo. Tirar a própria vida devido à frustração ou ao desapontamento apenas causa um sofrimento maior. O suicídio é uma forma covarde de dar um fim nos problemas da própria vida. Uma pessoa não pode cometer suicídio se sua mente for pura e tranqüila. Se ela deixa este mundo com uma mente confusa e frustrada, é bem improvável que nascerá novamente em uma condição melhor. O suicídio é uma ação insalubre ou inábil, uma vez que é encorajado por uma mente cheia de cobiça, ódio e ilusão. Aqueles que cometem suicídio não aprenderam como enfrentar seus problemas, como enfrentar os fatos da vida, e como usar sua mente de uma maneira apropriada. Tais pessoas não foram capazes de entender a natureza da vida e as condições do mundo.

Algumas pessoas sacrificam suas próprias vidas pelo que consideram uma causa boa e nobre. Tiram suas próprias vidas por métodos como a auto-imolação, tiro ou greve de fome. Tais ações podem ser classificadas como heróicas e corajosas. Entretanto, de um ponto de vista buddhista, tais atos não podem ser aprovados. O Buddha indicou claramente que estados suicidas da mente levam a mais sofrimentos.

58 comentários em “Cometendo Suicídio

    Paulo Celso disse:
    9 dezembro, 2007 às 7:32 pm

    Refletindo um pouco sobre a questão suicida, sinto que temos que ter cautela ao nos referir como covardia um ato de suicídio.
    Convivo com muitos alunos suicidas e em mais de 90% dos casos os problemas são bioquímicos ou biofísicos, nada tem com a idéia de heroísmo ou covardia.
    Muitos casos são neurostransmissores com “defeitos” ou falta de ceretônina no cérebro, fazendo com que uma dor aguda na “alma” se torna insuportável a ponto do ser preferir a morte. Felizmente hoje o preconceito com esta DOENÇA esta diminuindo e há cada vez mais remédios e terapias que equilibram o ser para uma vida “normal”.
    Senti profundamente um ato de julgamento moral, ao se referir de uma maneira pejorativa a questão de uma doença neurológica.
    Devemos encaminhar as pessoas que estão nestas condições aos especialistas.
    Quando estou com dor de barriga tomo remédio; com o cérebro é a mesma coisa, o suicida é uma pessoa doente que deve ser tratada com carinho e de maneira adequada sem julgamentos morais.
    Uma aluna me disse uma vez: ” socorro preciso de ajuda e não de julgamentos”.

    Anne disse:
    9 dezembro, 2007 às 9:13 pm

    Caro senhor;
    Discordo desta postura que julga os suicidas como covardes.Comecei a sofrer de depressão com várias sintomas associados.Nunca pensei em ficar doente.Não é um ato voluntário é involuntário e não conseguimos controlar.Não queremos, sofremos e sem pedir.Não entendemos, nos desesperamos e a força que as pessoas JULGAM achar que devemos tirar do nosso próprio cérebro que nos controla é impossível.Um ato suicida é sempre o resultado de uma vida que já está morta, porque quando a alma não vive, viver é só um vício.O próprio filósofo Camus disse que a grande questão da humanidade é saber se a vida vale ou não a pena ser vivida.Pessoas doentes devem ser tratadas não condenadas.Não gosto de me sentir condenada em vida, essa sua atitude já nos falece mais um pouco a cada dia.Luto com todas as minhas forças e não sei como adoeci.Pense e reflita:Dante, o grande escritor, configurou o inferno como o lugar onde as coisas não mudam, onde tudo está sempre igual; portanto em minha reflexão digo que se a alma sofre , seu inferno mental está criado e seu corpo nada mais é que um objeto.
    Sou cardíaca também, e sei dizer que prefiro muito mais todas as dores físicas do que da alma ardente.Tantos são os fatores de uma vida para se adoecer assim, patológicos ou históricos, o fato é que devemos ser tratados e aproximados da nossa própria existência.O ato em si não tem nada de moral ou covarde, ele é apenas insano.Acredito que a palavra já diz tudo.Se um médico num ato cirúrgico ou dando um remédio acredita curar alguém, nós que já estivemos muito perto da morte acreditamos estar no momento insano nos dando algum remédio.
    Acredito no budismo como força filosófica altamente capacitada,mas não julgar é o primeiro ato de compaixão.A mim não me basta mais nada.Por isso sempre desejo a todas as pessoas …Fique em paz!E fico feliz que o senhor a tenha!Deseje o mesmo sempre e ajude se puder.

    dhanapala respondido:
    9 dezembro, 2007 às 10:20 pm

    Alô Paulo e Anne. Obrigado pelos comentários. Mas gostaria primeiramente de repetir novamente algo, pois isso já aconteceu anteriormente algumas vezes, e principalmente para a Anne (que parece ter escrito uma mensagem pessoal dirigida ao autor), é que é preciso ter claro que o autor foi um monge buddhista da Malásia e falecido, tal como está aí na biografia dele. Ou seja, não adianta se dirigir a ele, seja para criticar, fazer perguntas ou esperar alguma resposta, ok? (no post sobre sonhos, dezenas de pessoas escreviam contando os sonhos e pedindo interpretação; a menos que por algum artifício mediúnico “ele” apareça por aqui, nenhuma resposta surgirá).

    Refletindo agora sobre seus comentários, de minha parte acho que afirmações tais como: “Um ato suicida é sempre o resultado de uma vida que já está morta” e “em mais de 90% dos casos os problemas são bioquímicos ou biofísicos”, são afirmações que generalizam algo bem mais complexo, e terminam por ser simplesmente incorretas. Que 90% de casos de suicídio ou depressão sejam causados por desequilíbrios químicos talvez seja algo que os psiquiatras gostariam de acreditar, dada a predominância materialista-mecanicista na filosofia da profissão, mas realisticamente não há como provar isso. Se desequilíbrios bioquímicos causam alterações emocionais, ou se são alterações emocionais que causam alterações químicas, ou se ainda é um pouco dos dois, ou ainda uma outra coisa, não há como provar. No Ocidente, além disso, a moda atual é atribuir as doenças a causas materiais ou genéticas. Isso não quer dizer que seja a verdade, e devemos ser mais cautelosos em aceitar as modas científicas.

    Bem, agora voltando ao texto, parece-me que vcs dois reagiram apenas à terceira frase do autor, quando ele chama o suicídio de uma forma covarde de por um fim aos problemas. Parece-me que todo o resto que ele escreve vcs concordam, não? E digo isso, porque é o resto do texto que é o central no artigo, ou seja, a não justificativa de se tirar a vida, própria ou de um outro, do pto de vista buddhista. Além disso, ao ler o texto, me parece que o autor está falando num contexto particular. Ele não está falando de depressão (tal como vcs inferiram) ou de outra patologia qualquer. O contexto é o de “tirar a própria vida”, tal como o texto já começa dizendo. Então é neste contexto que o restante do texto deve ser compreendido. Tirar a vida é algo sancionado ou justificável do ponto de vista buddhista? O autor diz que não. Ele diz que não só isso não pode ser aprovado mas como também gera mais sofrimento. E o suicídio é uma ação insalubre ou inábil, não importando os motivos, causas e razões que se dê. Alguém discordaria que tirar a própria vida é uma ação insalubre e fruto de uma mente confusa?

    Índice « No Que Os Buddhistas Acreditam disse:
    9 dezembro, 2007 às 10:24 pm

    […] Cometendo Suicídio […]

    Rui Barbosa disse:
    10 dezembro, 2007 às 3:28 pm

    então, eu acho que a vida deve ser vivida, acima de qualquer problema que surja. afinal, a forma como lidamos com as situações difíceis que surgem no decorrer da vida, são todas uma boa oportunidade para analisarmos como estamos procedendo, lidando com essas situações conflituosas e muitas vezes difíceis de serem encarar… enfim… na minha opinião o suicídio é uma forma fácil, simples e sim, covarde, de escapar de um situação incomoda ao invés de encará-la de frente e buscar uma solução definitiva da causa. Portanto, concordo com o autor, que cometer este ato é uma ação inábil, uma vez que não resolve a causa do conflito… agora eu tenho uma pergunta? o suicídio tb ñ pode ser encarado como uma solução, uma vez que a pessoa não tenha condições de procurar outra alternativas ao conflito que a acomete???

    Gislene Guedes disse:
    10 dezembro, 2007 às 3:59 pm

    Todas as pessoas que conheci e que tiraram a propria vida eram pessoas depressivas por(drogas, problemas de saúde e etc) porém ótimos amigos, e que faziam mal somente para eles próprios, “mentes confusas”!?.

    Anne disse:
    10 dezembro, 2007 às 9:05 pm

    Primeiramente quando digo caro senhor;é apenas uma maneira educada de me dirigir a pessoa que faz parte da sangha, ou simplesmente a quem é responsável por alimentar o site.
    Acredito que o Sr. não tenha me compreendido bem, já que se prestar atenção no texto publicado ele sim, o é generalizante e pontual, heróico ou não,ato de covardia,etc… continua sendo uma posição de julgamento e não complexidade.Não sou ingênua a ponto de achar que as religiões ou as filosofias de todas as formas sejam a favor do suicídio,isso seria uma incoerência.
    O que me pego a perguntar é que a medida que vc alimenta um site com questão tão perturbadora, vc não está mais no âmbito apenas da subjetividade, mas da responsabilidade coletiva.Torna-se responsável pela relação que as pessoas fazem do texto, não creio que seja uma questão de debate, mas de influência, o que parece pior.
    Meu posicionamento sim, é pessoal, mas não colocaria dessa forma, acredito que sou uma fonte.Como historiadora, saber e analisar fatos, acontecimentos e ideologias é muito importante para se encontrar uma análise um um método.Para lidar com as questões do suicídio, o “achismo” fica de lado,vamos dar ouvidos, porque as pessoas doentes estão pedindo por isso.Saber como funciona esse mecanismo é interessante , não?
    Ainda nas generalizações, houve uma concordância implícita que nem mesmo percebeu ao me responder quando disse que o assunto era bem mais complexo dado que não há como provar no que os médicos acreditam, o contrário também é verdadeiro;por isso usei os termos patológicos ou históricos.Está claro?
    Quando citei a depressão, não fugi do assunto, entendi muito bem que a questão é”tirar a própria vida”, mas ficaria simplista demais se não comentássemos fontes que podem nos dar pistas.Porque apesar da condenação religiosa, o que fica sublinhado no inconsciente das pessoas é covardia que gera mais sofrimento, mas utilizando um filtro melhor, terminamos apenas com covardia.
    E ao se falar de um monge já falecido, é bom entender que idéias progridem, interpretações são questionadas. As idéias andam.
    Quanto aos médicos,por experiência própria , eles nos ajudam quimicamente e eles têm a consciência dolorosa de que isso é muito pouco, mas hoje posso dizer, ainda bem que existem esses remédios,eles fazem efeito sim, mas não são capazes de resolver todos os problemas, para isso a ajuda terapêutica, o carinho, a ajuda espiritual, mas sem julgamentos.Mesmo que o assunto seja ” tirar a vida”, cuidado, somos responsáveis pelos veículos que usamos e a internet hoje é um veículo potente e a página principal do site convida ou direciona os “leigos” a uma reflexão julgadora.
    Será também que não concordou comigo de maneira intrínseca quando disse que o suicídio era uma ação insalubre ou pelo menos inábil? Não se lembra de eu ter comentado a palavra insanidade?O que significa aquilo que não tem sanidade, saúde, clareza dos atos?
    Quis apenas ir mais longe na discussão,para não dar apenas uma visão filtrada, como pode ter percebido na resposta de outro internauta.
    Volto a repetir, sob o ponto de vista religioso, nenhuma religião em sã consciência é a favor nem deveria,mas a partir do momento que utiliza termos tendenciosos, o restante se esvazia.E se me permitir, vou mais longe, lembrei-me de uma coisa quando vc mencionou Ocidente, porque o texto me parece muito mais uma visão Ocidental do que Oriental.Apesar de que, até entre os cristãos católicos, a igreja faz uma diferenciação entre os atos suicidas, pela fé se é salvo, pela dor solitária e humana não.
    O suicído é um conjunto de questões físicas, genéticas, históricas, todas elas se constituem na “incompletude por definição” e precisamos nos sentir responsáveis quando suscitamos tais questões, porque devemos ser a fonte restauradora da totalidade perdida.
    Fique em paz!

    dhanapala respondido:
    10 dezembro, 2007 às 9:43 pm

    Olá Anne. Quando vc diz “O que me pego a perguntar é que a medida que vc alimenta um site com questão tão perturbadora, vc não está mais no âmbito apenas da subjetividade, mas da responsabilidade coletiva.Torna-se responsável pela relação que as pessoas fazem do texto, não creio que seja uma questão de debate, mas de influência, o que parece pior”, ao que parece vc não apenas discorda completamente do autor do texto, mas ainda recrimina a mim por tê-lo traduzido. O que vc sugeriria? Que eu modificasse a tradução, cortando-a? Que eu apagasse a frase ou censurasse o post inteiro? Ou quem sabe nem colocasse no ar todo o livro?

    Vc quer dizer que como “somos responsáveis pelos veículos que usamos”, o site então ludibria o leitor e “convida ou direciona os “leigos” a uma reflexão julgadora”, com isso sugere que o site seja retirado porque vc não concorda com uma frase de uma opinião do autor num contexto que vc escolheu definir. É isso?

    Veja que todas as questões tratadas pelo autor são de certa forma ‘perturbadoras’. E diferentes pessoas terão diferentes formas de ler cada item. Aqui mesmo alguns entenderam o ‘covarde’ de uma forma, outros de outra, interpretando-a num contexto diferente. Alguns podem concordar com algumas posições do autor, outras não. Não é isso democracia e livre expressão? Mas vc diz que ao traduzir esse texto eu me torno “responsável pela relação que as pessoas fazem do texto”?! E que isso é ainda pior?! Permita-me radicalmente discordar disso. Traduzo um texto de um autor que possui vários pontos de vista interessantes, mesmo que eu mesmo possa não concordar nesse ou naquele ponto, mas não sou responsável pelo modo que cada um dos indivíduos aqui o interpretam. Vc tem todo o direito de expressar sua opinião de que o autor usou um termo tendencioso. Essa é sua opinião baseada em sua leitura. E tem mesmo o direito de colocar sua opinião aqui (pois deixo aberto os comentários). Mas dizer que ajo mal ao traduzir esse autor e publicar nesse blog, parece-me extrapolar os seus direitos de leitora, imaginando que sua opinião ultrapassa a de outros tantos pontos de vista e representa a verdade final sobre a questão. O autor chamou o suicidio (no determinado contexto em que está falando) de covarde. Vc acha tendencioso e sugere que se tire do ar (o item ou o site inteiro) por achar falta de responsabilidade. Um médico pode dizer que a maior parte das depressões são unicamente devidas a fatores bioquímicos. Por achar uma posição tendenciosa vamos também pedir para os sites médicos saírem do ar? Até onde chegaremos com isso?

    Daniel disse:
    11 dezembro, 2007 às 10:01 am

    Olá Professor!

    Fiquei surpreso ao saber (através de um curso com V. Nandisena) que a depressão pertence a raiz insana da IRA. Nunca havia pensado nisso. Mas se observarmos esse estado mental, podemos perceber que há muita aversão na mente, há ódio na mente, não há paz. Venerável U. Silananda disse: “Se você está feliz, sua mente está em forma”.🙂
    Dalai Lama disse que tirar a própria vida é um ato contrário a natureza, por isso essas pessoas contituam e aumentam seu sofrimento na próxima vida.
    Eu concordo com o autor, e acredito que a melhor forma de lidar com esse estado mental insano, é através da meditação.
    Um abraço,
    Daniel

    Anne disse:
    11 dezembro, 2007 às 5:17 pm

    Caro senhor;
    Em algum momento eu mencionei censura? Retirar o site? Isso são inferências suas não minhas.Disse que o Sr. age mal em traduzir? que eu o recrimino? Como pode fazer tal interpretação? Quando digo , cuidado , falo do veículo que é a internet e de responsabilidades, não movo uma linha. Somos Sim responsáveis pelo que colocamos e sobre as questões que suscitamos.Responsabilidade porque até agora, desculpe-me por isso, o Sr. não debateu o assunto.Ponto a ponto, questão por questão.
    Responsabilidade,porque como o senhor é o mediador dessa questão deveria dar referências sob a luz do Budismo,o que realmente as sutras dizem.Se me disser apenas que que é assim mesmo que procedem, ótimo,assunto encerrado.Entretanto para que colocar uma tradução para as pessoas opinarem ao bel prazer, sendo a favor ou contra? O que filosoficamente ou religiosamente isso conduz?
    Poderia apenas dizer “olha esse mestre diz isso…mas o Budha, a sutra…diz tal coisa”; ou ainda, “devemos ter cuidado quando lemos… porque a fonte original diz… Isso é a tal responsabilidade, colocar por colocar e não esclarecer continua deixando o fato como o é, cada um fazendo “achismos”
    Claro que cada pessoa interpretará como quiser, mas cabe à aqueles que supostamente têm o conhecimento esclarecer.O que realmente o budhismo diz a respeito? O Sr. não me respondeu nada.Não tenho verdade final nem quero ter, mas deixar o assunto à solta como cada um quiser entender? Que efeito frutífero de mestre isso tem?
    Foi muito mais frutífero o que o Sr. Daniel respondeu citando o Dalai Lama do que sua ira vã e inútil.Será que já não concordei com a questão da insanidade?Que há várias questões, patológicas ou históricas? Mas e aí, o que o Budhismo diz a respeito disso?Seja lá qual for a resposta ela tem que estar fundamentada em sua própria doutrina. Essa mediação o Sr. não fez.A única coisa que o texto fala do Budha é ” que estados suicidas da mente leva a mais sofrimento”.Que aliás, no contexto de tudo que eu disse e não foi levado em conta , não discordo.Mas as pessoas querem saber mais.O autor dizer que é fruto de uma mente cheia de cobiça e ódio, procede?O Budha diz isso? Ou é uma inferência? Esse é o seu papel responsável.Apenas defina.Porque até agora só senti agressões em suas respostas ou suposições, o Sr. tem dificuldade em entender o contexto e orientar os debates.Mas, não se preocupe, não vamos parar em lugar algum, não voltarei a incomodá-lo. Dei apenas o meu exemplo e me arrependi,porque as variáveis são tantas que não podemos classificá-las ou julgá-las, e queria saber se há algo mais a respeito.Que é um ato não natural e que as religiões condenam até eu mesma já concordei, mas a vida é mais profunda que isso.E eu caí em campo infértil.Pense nas suas mediações de outras vezes, nas suas responsabilidades ao colocar um assunto em questão.Porque com quem concordou com o texto , o Sr. não colocou qualquer porém.Nunca usei o termo tirar do ar, ou sugeri;isso é cruel, e muito diferente de responsabilidade por aquilo que se divulga.Por que ,o Sr não quer ter nenhuma?Então não seja mediador de discussões.Paramos por aqui.
    Obrigada e fique em paz!

    dhanapala respondido:
    11 dezembro, 2007 às 5:47 pm

    Olá Anne. Vc termina dizendo “o Sr não quer ter nenhuma?Então não seja mediador de discussões”. Ora, é exatamente isso que estou fazendo, ou seja, não sendo mediador de discussões. Mas durante todo o tempo vc reclama que eu deveria. Não tenho a menor intenção e nunca tive de “orientar debates”, como você deseja de mim e mesmo exige naquilo que julga ser minha “responsabilidade”. O que me parece é que desde o início vc projetou em mim uma função que nunca me propus nesse site, qual seja, de ser mediador de discussões e dar minhas opiniões sobre o que o Buddhismo é. Vc reclama de que eu não debati o assunto até agora, e nisso vc está completamente correta. É exatamente isso, não tenho interesse em debater qqr assunto aqui. Para mim esse site é para divulgar os escritos desse monge, e não para que *eu* dê minha opinião. Quando eu quero dar a *minha* opinião, a dou em outros lugares. Se vc e outros querem dar as suas aqui, democraticamente deixo os comentários abertos. Agora exigir que eu participe é um pouco demais.

    O fato de que os comentários estejam abertos, não significa que meu propósito é dar aula de buddhismo aqui, que é o que vc está dizendo para eu fazer porque essa *seria* minha responsabilidade. Não sei de onde vc tirou essa idéia, mas acho estranha. Imagino se todos os tradutores e webmasters de sites de buddhismo no Brasil fossem questionados em termos de responsabilidade por não aceitarem discutir o conteúdo de seus sites com os visitantes, ainda mais quando os escritos nem são meus.

    Vc diz “Responsabilidade,porque como o senhor é o mediador dessa questão deveria dar referências sob a luz do Budismo,o que realmente as sutras dizem”. Ora, eu não *devo* dar coisa alguma. O fato de disponibilizar traduções que faço, que julgo possam ser de benefício a quem lê (e o faz quem quer), não me impõe que agora devo “dar referências à luz do Buddhismo” de cada item postado, nem dizer e dar referências se “realmente os sutras dizem isso”. Esse é um site informativo, dos escritos de um monge buddhista. Ponto. Da mesma forma que os editores dos livros do Dalai Lama não têm obrigação de discutir com os leitores dos livros, nem têm a função de emitir opiniões sobre se o conteúdo das palavras do Dalai Lama são compatíveis com as escrituras ou não, eu também não aceito tais expectativas de sua parte. Se vc quer achar que minhas palavras expressam uma “ira vã e inútil”, muito bem. É seu direito, o qual tb me reservo o direito de achar que é outra projeção. Compreendo que o tema te afetou bastante, e sinto por isso, mas vc deve compreender que vc está extrapolando tanto seu papel de leitora (voluntária) quanto nas projeções que faz a respeito de quem voluntaria traduções para constar em espaço público.

    Paulo Celso disse:
    11 dezembro, 2007 às 6:10 pm

    A maioria da crianças que tenho contato aqui em São Paulo e tem tendências suicidas, nada tem haver com drogados ou ódio ou ócio, darei apenas um dos exemplos.
    Uma menina de 11 anos de idade ficou sendo violentada pelo pai e avô durante um ano inteiro ate que uma vizinha desconfiada os denunciou… Enfim uma menina que tenta tirar a própria vida pois não entende porque as pessoas que mais deveriam proteger estraçalham a sua pequena história. Era disto que eu estava me referindo, disto e muito mais.
    Um dia esta garota ficará mais velha, uma mulher e cometerá este ato.
    Ela foi IMORAL, COVARDE…. Ora meus amigos como julga-la?
    E este só foi um pequeno exemplo.
    Concordo que a mediação foi fraca, a serenidade é a melhor forma de atingir o coração humano e o mediador perdeu a chance de tal.
    Quando olho para a rede me pergunto ” é uma grande vitrine, será que todos entram na loja para saber mais do produto ou só olham?”
    Acredito que a Anne tenha razão quando fala de responsabilidades.
    É só uma vitrine ou podemos aprofundar na loja, se for só vitrine é uma pena. As pessoas continuarão passando e só olhando.
    Gosto das ferramentas da rede, ser for bem usada transformará as pessoas em seres mais amigáveis. Caso queira conhecer indico humildemente um site onde o mediador atende os cansados da caminhada de vida com um copo d’agua fresco e um sorriso, http://www.chalegre.com.br/zendo/
    Faça da compaixão uma moda ela fará verdadeiros amigos do darma.

    dhanapala respondido:
    11 dezembro, 2007 às 6:26 pm

    Olá Paulo. A mediação foi mais que fraca. Foi inexistente, como eu já disse anteriormente. Se vc ou alguém quiser *minha* opinião, pode me mandar um email. Se quiser discutir temas que proponho, venha a http://folhasnocaminho.blogspot.com. Se quiser um fórum de debates, há vários na internet. Se quiser que um rev. zen responda, como vc disse o site do Rev. Gensho é excelente. Esperar, entretanto, que aqui eu faça algo que não me propus desde o início, é irreal. Não é minha função aqui dar minhas opiniões sobre o que este monge falou. Se vc quer comparar esse site a uma vitrine e dizer que é uma pena que seja assim, tudo bem. Por que não entra nas listas de buddhismo (http://www.nalanda.org.br/listas/) que nós mesmo estabelecemos algumas – para lá debater os temas daqui? Aquele é o lugar apropriado. Mas esperar que eu como tradutor do site seja obrigado a debater aqui com vc… O Nalanda foi o primeiro centro buddhista a estabelecer uma lista pública de discussão na internet. Tem um fórum, gerencia várias listas, publica textos e livros, organiza eventos. Dizer que nos falta compaixão porque decidimos não discutir textos de um livro neste site… pense bem.

    dhanapala respondido:
    11 dezembro, 2007 às 9:31 pm

    Quero notar também – a fim de ser justo com o autor – que não me parece que o autor disse que quem comete suicídio é imoral, como o Paulo Celso colocou em sua boca em letras maiúsculas. O que ele diz é que o ato é moralmente errôneo, o que é claro uma vez que parte de raízes não-saudáveis. E isso é diferente de dizer que a pessoa é imoral. Me parece que vc se fixou na palavra ‘covarde’ e esqueceu de ler o resto do texto, inclusive, como já disse, que o contexto é outro: não me parece que o autor esteja falando de ações decorrentes de doenças neurológicas e desequilíbrios bioquímicos.

    Aliás, não sei se vc percebeu, Paulo Celso, mas vc se contradisse nesse seu último post em relação ao que disse no começo. Lá vc disse que 90% dos que cometem suicídio tinham “problemas bioquímicos ou biofísicos”, caracterizando como “doença” a ser tratada com “remédios e terapias que equilibram o ser”. Mas agora para dar exemplo do que “estava se referindo”, vc cita o caso de uma menina que é violentada. Então, segundo vc, ela se suicidará porque foi violentada ou porque está entre os “90% que têm problemas bioquímicos”?? Se for o primeiro caso, então isso se encaixa no que o autor disse sobre “Aqueles que cometem suicídio não aprenderam como enfrentar seus problemas”. Sim, é triste o caso, mas nem todos que são violentados se suicidam, o que mostra que o indivíduo não é mero joguete das circunstâncias externas (e isso tb é verdade para quem tem desequilibrios bioquímicos). Ainda se for o primeiro caso, é curioso que vc escolha para dar como exemplo de que 90% têm problemas bioquímicos, um caso que cai nos 10% que não têm. Já se for o segundo, então o ter sido violentada nada tem a ver com se suicidar, e a coisa entra na explicação médica, que não é o que o autor parece estar tratando.

    Eliane disse:
    12 dezembro, 2007 às 6:27 pm

    Pelo q compreendo, budismo, budista, quer dizer procurar compreender coisas, situações, pessoas, cada um por si mesmo.
    Abortar, suicidar-se são atos ruins,cada um responda por si mesmo. Eu gostaria de saber sua opinião à respeito do meu comentário, será bem vinda.

    Jorge disse:
    13 dezembro, 2007 às 4:12 am

    Saudações a todos!
    Acho que me esforcei para compreender a posição de todos aqui nestas manifestações e tenho imenso respeito por seus relatos e opiniões.
    Penso que um problema que possa ter desencadeado todas essas manifestações seja a consideração deste post específico apenas. Sem a devida consideração da visão Buddhista do mundo e da realidade, algumas posições analisadas fora do contexto do todo filosófico podem suscitar algum espanto realmente!
    Sugiro para quem “estranhou” as colocações feitas pelo autor neste último post que, se quiser tentar compreender melhor sua posição com relação à vida e à realidade de acordo com a visão Buddhista que defende, leia tudo o que foi publicado do livro até o momento, não tome este último texto como “extrato” do que o autor “pensa” ou “defende”.
    Essa (re?) leitura certamente ajudará.

    Pema Lodron disse:
    15 dezembro, 2007 às 11:12 am

    Corri em busca do meu livro “Van Gogh”. Como decoradora, arquiteta e artista plástica, ele é o pintor maior. Em 37 anos de vida, pintou mais de 580 quadros fora os desenhos. Será que se no século XIX já existissem medicamentos e tratamentos como os de hoje, Vincent teria pintado tanto? Teria ao menos pintado? Viveria “normalmente” até que a morte o levasse de maneira natural? Está provado, sim que o problema está nos neurotransmissores, serotonina e noradrenalida na maioria dos casos. É muito fácil postar um texto antigo de um mestre antigo e falecido e esperar que ninguém vá dizer nada. Se fosse assim, para que o “DEIXE UM COMENTÁRIO”?

    Pema Lodron disse:
    15 dezembro, 2007 às 11:25 am

    Essa frase: “realisticamente não há como provar isso. Se desequilíbrios bioquímicos causam alterações emocionais, ou se são alterações emocionais que causam alterações químicas, ou se ainda é um pouco dos dois, ou ainda uma outra coisa, não há como provar. No Ocidente, além disso, a moda atual é atribuir as doenças a causas materiais ou genéticas. Isso não quer dizer que seja a verdade, e devemos ser mais cautelosos em aceitar as modas científicas.” é no mínimo absurda e no máximo desinformada!

    dhanapala respondido:
    15 dezembro, 2007 às 11:49 am

    Olá Pema Lodron. É possível que se Van Gogh fosse hoje num psiquiatra e fosse tratado de transtorno bipolar, como se supõe que tivesse, ele não faria tudo que fez. Agora, o que isso tem a ver com a discussão?? Vc estava tentando mostrar o quê? Que o transtorno bipolar seja causado por um desequilíbrio de neuro transmissores é ‘uma’ possibilidade. Mas isso nada tem a ver com o tema desse tópico. O que o Paulo Celso disse é que 90% dos suicídios são causados por esse desequilíbrio de neurotransmissor. Parece que vc não leu direito o tópico e os comentários antes de opinar. Como vc se qualifica como “decoradora, arquiteta e artista plástica” seria interessante que vc conversasse com algum psicólogo ou psiquiatra para se inteirar do que se sabe hoje sobre os chamados transtornos mentais. E como vc usa um nome de refúgio buddhista, seria igualmente interessante se inteirar da doutrina buddhista antes de dizer que minha afirmação acima é, nas suas palavras, “absurda e no máximo desinformada”, já que em mais de vinte anos de buddhismo e de trabalho na área psicoterapêutica eu não consegui ver qual teria sido esse absurdo na frase. Agora, se vc quiser explicar (ao invés de indignar-se) porque acha a afirmação absurda, quem sabe possamos ter uma conversa civilizada, baseada no que tanto a medicina, a psicologia e o buddhismo falam. Do contrário, realmente não valerá a pena deixar esse tópico aberto.

    Jorge disse:
    16 dezembro, 2007 às 5:26 pm

    Como o diálogo tomou rumo cietífico, eu recomendo a leitura do livro “A Mente Desconhecida” – John Horgan – Cia. Das Letras.
    Neste livro, o autor, reconhecido no meio científico, aborda as ascenções e quedas das várias teorias e tratamentos da mente e seus distúrbios e defende a tese da impossibilidade da ciência atual de compreender e tratar a mente de uma forma verdadeiramente satisfatória.

    Paulo Roberto disse:
    22 dezembro, 2007 às 8:34 am

    Conheci esse excelente site há algumas semanas atrás,num momento em que estava completamente deseperado por problemas existenciais: sentimentais, familiares e financeiros.Quando li o ensinamento do Ven. Sri Dhammananda sobre o suicídio e que o mesmo não resolveria nada para mim, seria uma covardia, no sentido de fuga, assim eu interpretei, busquei ajuda psicológica e médica e agora estou tomando medicação. Portanto, esse artigo do Ven. Sri Dhammananda em vez de me fazer sentir discriminado, ajudou-me muito e sou grato. A humildade e a conscientização podem nos ajudar, nós que temos essa tendência, por motivos existenciais ou bioquímicos, ou pelos dois.

    Sampaiont disse:
    28 dezembro, 2007 às 3:17 pm

    Realmente, quando uma pessoa chega ao ponto de tirar sua própria vida, é sinal de que a mesma não tem responsabilidade com ela própria e nem com as coisas de Deus. Uma pessoa nesse estado está sendo fugitiva de todo problema e elevação, aprendizado e covarde, demonstrando que não está preparada para a vida.

    Abraços.

    César disse:
    11 fevereiro, 2008 às 6:56 pm

    E os que cometem suicídio para evitar de cair nas mãos de seus inimigos? Ou quando percebem que realmente não há mais nada a fazer?

    Imagino um astronauta que fique isolado no espaço, e sem esperança de retorno. Ou alguém que depois de uma vida inteira de lutas finalmente percebe que foi derrotado, e que seus inimigos estão chegando. Ou então uma moça que percebe que sua aldeia foi invadida por inimigos que irão matar todos na aldeia, e estuprar as moças antes de degolá-las.

    Eu discordo da noção que todo suicídio é um ato de covardia. Acho que há casos em que é preciso muita lucidez para perceber que a morte é inevitável, e que morrer nos próprios termos exige mais coragem ainda.

    Mariza disse:
    13 abril, 2008 às 8:23 pm

    Boa Noite!
    Realmente acredito que quando uma pessoa chega ao ato do suicídio ela está com a mente muito pertubada (seja por órdens psicogênicas ou bioquímicas). Acredito nos antidepressivos como coadjuvantes num tratamento específico, mas se a pessoa não mudar sua maneira de pensar fica difícil a aderência no tratamento. É preciso ter uma mente tranquila para que tais idéias não difundam dentro do indivíduo. Não podemos radicalizar, pois achei o texto interessante e não ofencivo (deu para entender o que o autor quis dizer). Trabalho com depressivos e vejo que aqueles que lutam para tirar o negativismo da mente aderem melhor ao tratamento, pois só medicamento não adianta se o paciente não fizer a parte dele.
    Boa noite
    Obrigada🙂

    Mariza disse:
    13 abril, 2008 às 8:24 pm

    Só mais uma coisa…
    O que o Budismo fala sobre a eutanásia?

    Dhanapala disse:
    16 abril, 2008 às 8:53 am

    Olá Mariza. Obrigado por seu comentário. Não há uma posição definida sobre a eutanásia, uma vez que tb há vários tipos (passiva, ativa, etc). O autor nesse livro não comenta sobre isso.

    Mário disse:
    27 agosto, 2008 às 10:40 pm

    Quando enunciamos alguma coisa, mesmo sem ser pretenciosos, se somos bem intencionados, estaremos acreditando que estejamos com a verdade, embora, após ouvirmos outra expressão atinente ao assunto, possamos mudar de idéia. Acredito que somos responsáveis, por todas as idéias que nos propomos divulgar. No caso em apreço, se o site é de divulgação doutrinária budista, e a base do ensinamento budista é a Verdade, sendo a compaixão, a única atitude comportamental que pode demonstrar que o “cidadão” entendeu a Verdade, não há porque e não tem sentido, se divulgar idéias que expressem condenação, intolerância, ou mesmo insultos a quem comete atos que julgamos desatinados ou que sejam movidos pelo que julgamos fraqueza por parte do ser humano, principalmente quando esse ato possa prejudica principalmente a quem o cometeu. Uma atitude de condenação a um suicida, ainda mais seguida de um insulto, qual seja a pecha de covarde, deveria ser rebatida e rejeitada, até mesmo que estivesse saindo da boca do própio Buda, pois estaria em desacordo total com tudo que ele ensinou em vida. Além do mais, nós, seres humanos não estamos em condiuções de julgar e nem de determinar quais as causas que induziram todas as pessoas a praticarem os seus atos. Terá sido mesmo, apenas covardia, revolta, ódio, desespero?, ou poderia ser também um ato de amor e compaixão, praticado em determinadas circunstâncias, por alguem que já não tem tanto apego à vida animal? seria de bom alvitre analisarmos melhor as nossas disposições para “julgar”. Além do mais, quando divulgamos algo, mesmo que seja, o que não é o caso, com finalidades lucrativas, estamos de certa forma , sendo responsaveis, pelo efeito que tais divulgações possam ter sobre as pessoas que lêm tais divulgações. Inelutavelmente, quer estejamos ou não, conscientes disso, estaremos sempre concordando e apoiando, todas as idéias que divulgamos. Disso, o diuvulgador nunca poderá estar omisso. A omissão de um parecer, implicará tacitamente na aprovação por parte de quem está divulgando a idéia ou o conceito.

    dhanapala respondido:
    27 agosto, 2008 às 11:04 pm

    Caro Mário,

    Não entendi o que vc está chamando de omissão por parte do divulgador. Vc disse: “Uma atitude de condenação a um suicida, ainda mais seguida de um insulto, qual seja a pecha de covarde, deveria ser rebatida e rejeitada”. Na *sua* opinião parece que vc acha que eu deveria então apresentar uma tradução e então rebatê-la e depois rejeitá-la. Por favor, me mostre um livro ou editora (buddhista ou não) que publica traduções de autores onde os tradutores comentam com suas opiniões as posições de quem traduzem. De um ponto de vista da ciência da tradução, sua afirmação é um absurdo.

    Vejamos agora de um ponto de vista buddhista. Vc faz uma série de *saltos* de interpretação. Quando diz que “compaixão [é] a única atitude comportamental que pode demonstrar que o “cidadão” entendeu a Verdade”, gostaria de saber de onde retirou esta afirmação taxativa. Gostaria também de saber se vc tem algum tipo de definição sacramentada de compaixão, pois parece que nem ao menos considera que uma ação mais forte possa também ser compassiva na intenção do autor. Aliás, vc constantemente fala que “nós, seres humanos não estamos em condições de julgar e nem de determinar quais as causas que induziram todas as pessoas a praticarem os seus atos”, no entanto parece estar pronto para constantemente julgar o autor, o divulgador e determinar as causas que induziram os atos desses dois. Como você pode ver claramente das opiniões nesse tópico, elas foram bem variadas e nem todos compartilham de sua opinião de que as palavras do autor foram de intolerância e insulto. No entanto, apesar disso, vc o julga taxativamente disso, e ainda inclui o divulgador com o rótulo de omisso.

    Aliás, como vc disse “estaremos sempre concordando e apoiando, todas as idéias que divulgamos”, o que nos leva a pensar que a hipótese que vc sugere como alternativa do autor, ou seja, o suicídio como “ato de amor e compaixão, praticado em determinadas circunstâncias, por alguem que já não tem tanto apego à vida animal” é algo que vc concorda e apóia. Fico imaginando um pré-suicida lendo isso e encontrando em suas palavras a motivação de cometer o ato sob o pretexto de ‘desapego da vida material’!

    Numa coisa concordamos. Como vc disse: “Seria de bom alvitre analisarmos melhor as nossas disposições para “julgar”.

    Mário disse:
    28 agosto, 2008 às 1:02 am

    Prezado Dhanapala.

    Sinto carinho, gratidão e respeito por você. Pelo trabalho em que você se empenha no estudo e divulgação dos postulados Budistas.
    No entanto, meu pre-claro amigo, ao me referir “á quem divulga”, não foi precisamente a você.
    Não acho que o amigo deva apresentar ou divulgar qualquer obra literária de cunho religioso ou não e depois combate-la. Acho apenas que se o que me norteia é o amor e a compaixão, eu nunca deverei dar eco ou divulgar qualquer assunto que contradiga as minhas convicções, a não ser com o intuito de corrigir o que considero estar errado e em desacordo com as ideias que eu postulo. No caso aí, não posso levar em conta o que prescreve a CIÊNCIA DA TRADUÇÃO OU QUALQUER OUTRA CIÊNCIA. Quanto à série de saltos que eu cometi, deve-se naturalmente, tanto a minha car~encia de conhecimentos como também ao fato desse site não comportar grandes divagações ou esstienssivas considerações sobre a doutrina. Desculpe as minhas limitaçlões. Quanto a “taxativação” que você identificou na minha afirmação a respeito da compaixão, confesso que não a tirei de nenhum lugar, mas, unicamente do do íntimo do meu “ser”.Sei, não apenas acredito, que o conhecimento da verdade implica na descoberta pelo pesquisador, de que ele e o universo são uma só e mesma coisa. De que o que existe de fato é a Consciência ou Percepção Unicversal, da qual ele faz parte. Ciente disso, não poderá existir outra atitude diante da vida e e diante de todos os outros seres, a não ser a atitude de Amor e compaixão. Não vejo como isso possa ser diferente. Quanto as palavras mais fortes usadas pelo autor, elas , na verdade, poderiam funcionar como um tratamento de choque diante da iminência de um suicídio. Um apelo forte aos seus “brios”. Isso no entanto, apenas da ação não ter sido perpetrada. Depois do fato ocorrido, funciona apenas como uma condenação e um insulto. Insulto inclusive aos parentes do suicida que além de terem sofrido a perda da separação, estarão sentindo a mágoa de verem o falecido ser insultado sem sequer ter oportunidade de se defender. Todos sabemos que o que respalda a prática de qualquer ato, perante á consiência é a intenção com que se pratica. Acho que da veracidade dessa assertiva, não se pode duvidar. Portanto, não foi a “pretextos” que me referi quando aventei a possibilidade de alguem ter cometido suicídio. O que para nós possa ser um pretexto, para o praticante da ação pode realmente ser um ato consciente e altruísta. Isto posto, qualquer candidato ao suicídio que estivesse em sã consciência, não iria identificar nas minhas palavras um pretexto para tirar a própia vida.

    André disse:
    29 agosto, 2008 às 5:34 pm

    Prezado Mário

    como me sinto confortado com suas palavras! sou (ou era) iniciante na doutrina espirita e atualmente estou confuso e um pouco incrédulo quanto a alguns aspectos da doutrina relacionados ao suicidio. Recentemente (duas semanas)tive e estou tendo que suportar a dor de uma pessoa amada ter cometido o suicidio. Desde então procuro formas de compreender como o espiritismo e outras doutrinas que acreditam na reencarnação analisam o suicidio, como interpretam seu ato (suicida). Classificar o suicidio como covardia, tem me doido muito, até porque ao que tenho analisado muitos pensam em cometer tal ato mas somente poucos o praticam, fico pensando, quem é covarde?… mas isso não é importante me preocupo com o espirito desta pessoa amada, oro diariamente para que esteja amparada e que para próxima encarnação tenha condições de suportar as provas que lhe serão reservadas… mas fico muito incomodado com a pecha de covarde que tentam atribuir aos suicidas,… aos amigos budistas que acessam este post gostaria se possível indicações de leituras que me permitam interpretar qual a visão do budismo sobre o suicidio.

    abraços

    dhanapala respondido:
    30 agosto, 2008 às 11:39 am

    Olá André. Sinto por sua perda. Confesso que fiquei um tanto perplexo com sua pergunta (para você mesmo) que sugere que são os que decidem continuar vivendo é que podem ser os covardes pois não tiveram a coragem de dar um tiro na cabeça quando pensaram em fazê-lo. Isso me soa uma grande inversão de valores, e fico pensando nos ‘heróis’ que ao ler isso vão decidir não serem covardes… Como bem falou o Mário, é a intenção que conta nos atos, e assim, é de se supreender que mesmo sabendo disso, ainda pense que alguém pode se suicidar como “ato de amor por não se estar mais apegado à vida material”. De um ponto de vista buddhista e da teoria do karma, isso é simplesmente entendimento incorreto, e portanto uma ação (mesmo que ‘com boas intenções’) carregada do veneno mental da ignorância e confusão (moha). Essa é a intenção dominante. Para usar conceitos buddhistas é preciso interpretá-los como se deve.
    André, lembre-se sempre que este é um site buddhista, e portanto, algumas de suas idéias baseadas no espiritismo não encontram respaldo aqui. Isso não é uma crítica a essa ou aquela crença, mas simplesmente uma lembrança de que ‘há’ diferenças. Não há reencarnação no Buddhismo, ainda menos ‘espíritos’ e ‘provas’ reservadas a eles. Ao mesmo tempo que respeitando as várias crenças e concepções, eu sugiro que comentários nesse site sejam solidamente baseados em conceitos buddhistas, para não o transformarmos em discussões sobre crenças religiosas diversas. Saudações.

    Mário disse:
    1 setembro, 2008 às 10:12 pm

    Prezado Dhanapala.

    Requerendo um pouco mais da sua paciência, gostaria de me posicionar mais claramente a respeito dos suicidas, a fim de que não paire aqui, a imterpretação de que faço apologia ou de que aponto o suicídio como solução para os problemas que posamos enfrentar na vida. Ocorre, no entanto, meu caro, que propugno sempre, com veemência, pelo fim da estigmatização com que são vistas, as pessoas que cometem suicídio. O que ainda vale, a eles, é que nunca sofrerão às consequências da sanha com a qual investem contra eles, os “moralistas”, os religiosos radicais e os intolerantes, de várias espécies. Ao contrário disso, resta a certeza de que serão acolhidos pela mizericórdia divina, e, de que não terão as suas dores e sofrimentos agravados, pelo fato de terem tentado se livrar deles, de uma maneira inadequada.Afinal de contas, todos nós queremos nos livrar do sofrimento, devemos dar graças a Deus, se conseguirmos acertar na maneira mais adequada de nos libertarmos deles. Aos que não conseguem, restará ainda o nosso apóio, as nossas vibrações carinhosas de amor através das quais aliviaremos as suas desditas. Além desse assunto, há algo que me causou muita estranheza. É que você, ao responder o comentário do nosso amigo André, explicou qua não existe no Budismo, “expíritos” nem “reencarnações”. Aí, Dhanapala, você ha de convir que apenas um lápso, ensejou tal afirmação. O própio escritor budista, autor desse livro que está sendo comentado, no capítulo 16, concorda e deixa bem claro que existe o mundo espiritual e os espíritos. Além do mais discorre um pouco sobre as reencarnações a que estes espítitos ainda terão que se submeter. É ainda de conhecimento geral, que muitas personalidades de realce nos meios budistas,são publicamente reconhecidas, como sendo a reencarnação de outras pessoas, expoentes de sabedoria, as quais viveram na terra, há séculos atrás. Reencarnação e existência de espíritos parecem, por tanto, se constituirem fenômenos vitais, independentes do Budismo ou quyalquer outra religião ou doutrina. Gostaria que você lançasse umpouco mais de luz sobre o assunto. obrigado, um abraço.

    dhanapala respondido:
    26 setembro, 2008 às 4:01 am

    Ola Mario. Obrigado por tentar esclarecer sua posicao. Com relacao à sua estranheza, certamente cometo muito lapsos no dia a dia. Infelizmente, porem, esse nao foi um deles. Tais ideias que vc expressa como sendo buddhistas fazem parte justamente daquelas que as pessoas nao-buddhistas ou buddhistas mal-informados e nao conectados a nenhuma sangha, imaginam que o buddhismo prega. Jornalistas da Veja e Isto É não são a melhor fonte de referencia sobre o buddhismo ou sobre o dalai lama e suas ‘reencarnaçoes’. Que exista um mundo espiritual para o buddhismo, nao ha duvida. Mas que isso seja igual ao que se pensa que seja, é outra questao bem diferente. Para o buddhismo, quando uma pessoa morre, ela nao se transforma em ‘espirito’, nem fica perambulando por ai esperando para tomar outra carne (reencarnaçao). Muito menos mantém sua identidade ou evolui para nova dimensao. Reencarnacao é entao um conceito ainda mais alheio ao buddhismo do que o de ‘espiritos’. É uma crenca popular, mas que nenhum grande mestre de qualquer escola buddhista que seja defenda. No entanto, este site nao tem como proposito dar esclarecimentos buddhistas, mas tao somente veicular a traducao do livro do autor. Caso queira aprender mais sobre o buddhismo sugiro que vc entre para uma de nossas listas de discussao aqui (http://www.dharmanet.com.br/listas/) onde varias pessoas competentes poderao te ajudar. Fazendo isso vc talvez compreenda como está distante do buddhismo uma concepçao como essa de que espiritos de suicidas (ou de qualquer um) serao acolhidos pela misericordia divina, ou de que nao teriam suas dores agravadas. Aliás, se sua situaçao nao é agravada e ainda por cima serao recebidos pela misericordia divina, entao parece que é até algo desejável o suicídio, melhor do que a situaçao em que se sentem agora e nao algo feito de maneira inadequada. Mas, enfim, nao é assim que o buddhismo vê as coisas. Espero sinceramente que vc possa aproveitar o restante deste site (o qual, repito, se propoe unicamente a veicular uma traducao de um livro e nao a debatê-lo) e buscar nas listas citadas ou em livros bons sobre o assunto maiores esclarecimentos sobre o que o Buddhismo ensina de fato. Obrigado pela visita.

    dhanapala respondido:
    7 janeiro, 2009 às 6:41 am

    Tópico fechado para comentários.

    Rosemary disse:
    19 março, 2011 às 9:22 pm

    Na verdade, é uma pergunta. Gostaria de saber se existe algum ritual budista fúnebre diferenciado quando se trata de suicídio.

    Rev. Wagner Haku-Shin disse:
    20 março, 2011 às 11:31 am

    Olá Rosemary,
    Pelo o que conheço das Escolas e tradições japonesas, não há nenhuma diferenciação entre as celebrações de homenagem póstuma em memória de alguém. Já não posso afirmar nada em outras tradições.

    Rosemary disse:
    20 março, 2011 às 10:23 pm

    Rev. Wagner Haku-Shin

    Agradeço muito pela resposta; é que tenho na memória uma imagem de alguém rezando Namu Amida Butsu e amarrando as mãos da pessoa com uma corda. Como eu era muito pequena quando ocorreu o fato, não tenho certeza se essa imagem é real.

    dhanapala respondido:
    21 março, 2011 às 8:05 am

    Obrigado Wagner Sensei pela resposta. Tb não tenho conehcimento de alguma diferenciação na tradição theravada, mas quem sabe..

    Marcelo disse:
    18 maio, 2011 às 7:51 pm

    De 2007 até o ano passado,várias vezes pensei em me suicidar.Nunca cheguei a tentar,ainda bem,porém essa idéia sempre vinha à minha mente. Desde que comecei a ler sobre Budismo em Julho do ano passado,essa idéia foi sumindo aos poucos da minha cabeça. Não posso dizer que sou um Budista e nem sei se um dia serei.Porém tenho aprendido bastante com os ensinamentos de Buda Shakyamuni.

    Rosemary disse:
    18 maio, 2011 às 8:57 pm

    Que bom, Marcelo! Assimilando esses ensinamentos, assimilou a luz.

    Viviane disse:
    20 outubro, 2011 às 10:57 am

    E quanto à atual onde de suicídios de monges budistas como protesto pelo tratamento que o Tibete recebe da China? Por que o Dalai Lama não se pronuncia, pedindo que os monjes e monjas não cometam esse ato? Ou será que ele disse algo assim e eu estou por fora? Bem, o silêncio dele me parece conivente.

    Shaku Hondaku disse:
    21 outubro, 2011 às 9:29 am

    Viviane, como vai?

    Sua Santidade, o Dalai Lama tem se pronunciao quase que diariamente sobre o assunto como tb chamado a a tenção da comunidade internacional. O que vc talvez nao saiba é que as palvras dele não cheguam à China. A internet naquele país é censurada bem como os meios de comunicação. Logo, os monges nesta atitude desesperada estão sozinhos.

    Se vc tem facebook procure o grupo “tibetize-se ” e se associe a ele para ficar a par das noticias diretamente. Tb procure o perfil de Tswang Phuntsog, ele è o secretário particular de Sua santidade para as americas. Ele tem/escrito diariamentr sobre as acoes de Sua santidade.

    Luan disse:
    21 março, 2012 às 7:08 pm

    Entendo que o tópico esteja fechado para comentários,porém quero pontuar algumas coisas.

    Primeiramente quero parabenizar o senhor Dhanapala pelo ótimo site e pela grande compaixão em doar seu tempo em prol deste site, que traz ótimas informações sobre budismo para os leigos e também de considerável valor para sangha budista lusófona(independente da tradição a que cada um pertença).

    Concordo plenamente com a posição do Sr Dhanapala quanto a questão de “intermediação” referente aos tópicos.

    Referente a este tópico em específico, fica claro a falta de habilidade dos leitores em interpretar um texto que, pode ser considerado simples;além da falta de informações sobre o Budismo em geral,demonstrado inclusive, por pessoas que colocaram o Budismo como sendo apenas uma filosofia.

    Em todos os comentários referentes a este tópico não vi uma única vez se quer, a palavra karma ser citada.Já que estamos falando de suicídio;não há se quer um átomo em todo Sansara que não esteja permeado pelo Karma,que dirá um suicida.
    Em minha visão fica claro que na mente de uma pessoa suicida existe o karma da dificuldade de compreensão,falta de entendimento correto, muito apego,raiva e desejos,sejam estes por ínumeras razões, como por exemplo:doenças,morte de entes queridos,didiculdades financeiras e até estupros(todos causados pelo karma).

    É importante ressaltar que um suicida pode estar passando por um situação que provoque este desejo, pelo karma de vidas passadas ou por um karma gerado nesta vida mesmo;como pode ser possível pessoas que se auto denominam como sendo budistas, não observam que o corpo que temos,a família em que nascemos,nosso emprego e dificuldades porquê passamos são resultados do nosso karma de vidas passadas e da vida presente.Sem contar o egoísmo de muitos suicidas, que deixam para trás familiares e amigos com os corações partidos pelo sofrimento,tristeza, vergonha e humilhação causados por este ato.

    Quando o autor do livro usou o termo covarde, em meu ver ele quis dizer que um suicida é covarde por não querer arcar com seu próprio karma.Muitos vão se perguntar:Como faço para saber se uma situação que ocorreu em minha vida é kármica ou não?
    Esta resposta só um ser altamente iluminado pode fornecer.

    Buddha já dizia que o corpo humano é uma jóia de inestimável valor e que um renascimento humano é extremamente difícil de conseguir.

    Não estou aqui para julgar e sim apenas para expor meu humilde conhecimento sobre o Dharma.

    Espero que todos aqueles que planejam se suicidar possam ter a visão e conhecimentos corretos para que não desperdicem algo tão difícil e custoso de conseguir como o precioso nascimento humano,exigente de tantos méritos para ser obitido.

    Rosemary Hanai disse:
    21 março, 2012 às 8:14 pm

    Luan,

    É um assunto de muitas facetas, realmente, como a vida. Muito do que disse tem ressonância na minha experiência com meu grupo familiar. Penso que é um ato de desespero, de sentimento de impotência na maioria das vezes. Não cabe a nós julgar. Luan, o que estou tentando descobrir, é se existe um ritual em algum ramo do budismo, onde se amarre as mãos do suicida com cordas, ao som do mantra” namu amida butsu”. Tenho essa memória da infância e não sei se foi real ou se foi sonho.

    Luan disse:
    22 março, 2012 às 7:44 pm

    Rosemary,

    Sou budista ,porém fui criado seguindo a Sei Cho No Ie,mas com valores predominantemente budistas.Fui criado em uma pequena colônia euro-nipônica do interior paulista e referente a algum ritual de budismo japonês específico para suicidas, não me recordo de ter visto,ouvido ou participado de nenhum.Referente a outras tradições de budismo,incluindo a tradição que pertenço,também não conheço nada relativo a algum tipo de ritual específico para um suicida.

    Pelo o que entendi através do seu post, o ritual é para uma pessoa com tendências suicidas e não uma pessoa que já se suicidou.

    Pode parecer absurdo,mas uma pessoa com tendências suicidas pode absorver o Dharma e refletir sobre o mesmo de uma forma muito interessante(se a mesma estiver aberta ao Dharma, é claro),caso o mesmo seja bem exposto,já que a pessoa está disposta a se desapegar de tudo e romper com o próprio corpo(isso é apenas um ponto de vista meu).

    No caso dos que tem pensamentos suicidas, e, querem se livrar destes pensamentos e não conseguem,é importante que busquem uma solução junto ao/a monge(a),Lama ou outro líder da religião ao qual pertence(se é que pertence à alguma religião).

    Algo que achei muito interessante são pessoas que recorrem a hipnose,porém conheço pouquíssimo sobre o assunto.

    Referente aos que já deixaram o corpo físico podem ser feitas práticas específicas ou não,onde dedicamos os méritos de nossa prática e ações virtuosas á aqueles que já se foram com o intuito de que os mesmos possam conseguir pelo menos um renascimento nos reinos superiores,porém fica difícil se a pessoa morreu já faz muito tempo e além do que, não sabemos em que estado de mente especificamente a pessoa tirou a própria vida(o que direciona a pessoa para um dos seis reinos do sansara).

    Não sei se te ajudei,porém, isso é tudo o que eu sei referente ao tema em questão.

    Rosemary Hanai disse:
    23 março, 2012 às 12:16 am

    Muito grata pelas informações, Luan! Onde estudo sobre o parapsiquismo, atualmente, também ensinam técnicas simples para assistirmos as consciências, tanto a nossa própria, como as que que já deixaram ou não o corpo físico. Penso que existem espaço e tempo a percorrer nesta dimensão e em algumas próximas a esta, até atingirmos a compreensão plena, onde não existe espaço, nem tempo.

    Rev. Wagner Haku-Shin disse:
    24 março, 2012 às 6:07 pm

    Olá, Rosemary Hanai. Pesquisando sobre rituais antigos, eu descobri que houve uma época no Japão em que no leito de morte, se amarrava um cordão com uma das pontas nas mãos do moribundo ou falecido, e a outra ponta nas mãos de uma estátua do Buda Amida, para simbolizar que o Buda guiaria a pessoa à sua Terra Pura, mas isso caiu em desuso, ao que parece, há séculos. As escolas do Jodo Shinshu (Honpa ou Higashi) nunca realizaram, mas não posso dizer nada sobre a Jôdo Shu. Foi a referência mais próxima que consegui sobre o uso de corda ou cordão nos ritos amidistas. Gasshô

    Rosemary Hanai disse:
    24 março, 2012 às 6:39 pm

    Caro Luan!

    Te agradeço muitíssimo pela pesquisa.

    Mauricio Ghigonetto disse:
    24 março, 2012 às 6:45 pm

    Rosemary, quem lhe respondeu foi o Rev. Wagner.

    Rosemary Hanai disse:
    24 março, 2012 às 8:43 pm

    Ah, me desculpem, por favor! Agradeço ao Reverendo Wagner pela pesquisa e delicada atenção.

    catarina Dias disse:
    8 julho, 2012 às 9:10 am

    (desculpem-me a falta de acentos)
    So conheci um suicida na via, meu mardo que eu conheci e convivi por 25 anos e que era uma pessoa totalmente centrada, sem problemas mentais, fisicos, financeiros, etc. Era uma homem que recebeu varios presentes da Existencia, realmente um sortudo: bonito, rico, inteligente, amado. Se matou por orgulho, prq perdeu dinheiro. Totalmente inacreditavel e ridiculo. sso foi o suficente para mudar totalmente a minha forma de ver o suicidio. Antes, eu dava todas explicacoes do suicida como um pobre coitado, sensivel, precisando de ajuda, etc. Hoj em dia eu sei que isso nao é verdade. O suicida é um ego-centrado. Isso me fez verificar que este ato é um assassinato em massa de um grande numero de pessoas ao torno pois o suicid nao se mata sozinho. O suicida é um assassino do seu proprio corpo e das almas ao seu redor.
    Nao posso generalizar prq ao mesmo tempo soube, depois, de casos de suicidio de pessoas que sofriem dores fisicas terriveis e que nao existiam medicamentos.

    Mas depois de sofrer tanto apos este suicidio e desenvolver fortes tendencias suicidas por esta mesma historia, e viver num inferno total, eu sei que uma grande parte dos suicidios é covardia mesmo, nao importam o que digam ou as explicacoes que deem. Pode até existir a condicao mental, mas mentalmente doente todo ser humano é.
    A sua resposta ao suicidio vai depender do grau de respeito e responsabilidade que se tem pelos seres ao seu redor.

    Antes eu achava ignorancia pensar no suicidio como covardia, mas acompanhei este suicida e uma analise de fatos que ja ocorriam ha anos me fez ver que ele era um covarde mesmo, a coisa ja estava anunciada antes. E ele era totalmente saudavel, mentalmente e fisicamente. E era um espiritualista. Foi por causa dele que eu comecei a mediatar e fazer yoga, e ele me ensinou a disciplina. Nem precisa dizer que eu perdi esta disciplina depois com a decepcao de ter vivido 25 anos com alguém que enganou tanta gente ao seu redor.

    Posso afirmar que o problema do suicida e do depressivo é estar totalmente ligado ao seu ego (com excecao dos que sofrem uma condicao fisica dolorosa).

    Conheci este homem por mais de 25 anos e ele foi meu marido e eu o amava e respeitava acima de tudo. É triste de dizer, mas o suicida é uma pessoa auto-centrada no seu ego monumental, ele acha que so ele nao pode sofrer e esta pouco importando com o sofrimento alheio. Esta é a triste verdade. Pode até parecer muita frieza eu falar assim, mas sao os fatos. Verifiquei isso na pele e foi uma decepcao existencialista p mim.
    (Mas, finalmente, a maioria das mortes é um suicidio prq dizem que é a pessoa mesmo que decide quando seu momento chegou).

    A razao pela qual meu marido se suicidou é totalmente insignificante, é ridicula e eu tenho vergonha de dizer pelo escarnio com que ele tratou a vida humana; mas p ele era enorme prq seu ego nao podia aceitar a situacao. O sofrimento que ele criou foi mil vezes mais sofrido do que a razao do suicidio, mas nao foi ele quem sentiu na pele. Para meu marido, bastavva saber que ele nao sentiria mais os problemas, ele estva pouco se importando se outros o sentiriam depois.

    Neste sentido, é um ato covarde sim, prq o suicida esta ligando pouco ao sofrimento que ele cria nos outros mas so consegue ver o seu proprio sofrimento e p ele arrumar uma vitima p ficar no seu lugar é mais importante (mesmo sabendo que ele mesmo foi o causador de seu sofrimento inicial, como no caso de meu marido pois ele perdeu dinheiro prq fez investimentos errados e mesmo se todo mundo avisou ele antes que era errado; o ego dele era tao firme que ele se recusava à ouvir a opiniao mesmo de sua mulher e filha). O suicida nao quer assumir sua responsabilidade e procura um bode expiatoria p joga-lo na fogueira que ele mesmo ergueu, so que ele estava pouco se importando das consequancias enquanto a erguia (seu ego achando que era maior poderoso que o fogo).

    Hoje em dia eu nao tenho nenhuma paciencia com depressivos ou suicidas. Sao egocentricos e egoistas e covardes sim, e nao me surpreende de saber que seus problemas mentais vem do fato de nao terem empatia (embora eles aparentem, superficialmente, mas é um comportamento aprendido).

    Ta querendo se suicidar ou em depressao? Compra uma passagem p a Africa ou p um pais em guerre, va p um orfanato num pais pobre, veja a quantidade de sofrimento a sua volta e sofrida por inocentes.

    marc disse:
    12 setembro, 2012 às 2:52 pm

    Sobre o comentário da Catarina, por mais que entenda sua revolta e certa insensatez, vejo muita injustiça e prematuridade em seu relato em generalizar que todas as pessoas depressivas e\oucom tendencias suicidas são covardes e egocêntricas etc. Apesar de respeitar su opinião, de forma alguma posso concordar. Se uma pessoa está sofrendo demais, seja físico ou psicógico, deve haver com razão motivos que vão além da covardia e do ego. Muitas pessoas, ditas centradas, sociáveis vivem dramas internos terríveis, e por mascararem sua dor perante a sociedade e a família, qutristee comumente, julgam quem expressa sua dor, incompreensão e dificuldades de lidar com os dramas deste mundo, como fracos, derrotados, desprezíveis…Esta é uma verdade que poucos falam, mas é real. A sociedade brasileira estigmatiza, exclui e humilha quem mais precisa de afeto, compreensão e companheirismo nessas horas, principalmente a família e os “amigos”…falo porque já passei, e passo e é terrível. Basta vocês vererm tantas crianças abandonadas, idosos e pessoas com transtornos mentais (depressão etc), jogadas á própriara sorte. Não há ninguem para ampará-los, orientá-los a saírem desta situação, só cobranças, friezas e estigmas. Nós somos seres frágeis também. E certas dores, traumas, isolamentos e sofrimentos são difíceis de esquecer. No caso, como exemplo do marido desta senhora, que segundo ela, “tinha tudo”, era belo, saudável, espiritualizado, fazia yoga, tinha uma família etc, não surportou, imagina quem não tem praticamente nada, só dores, lembranças de uma vida sem sentindo, injusta e muito dura. Provavelmente, este suicida, não era tão feliz como aparentava, e ninguem o percebia, vai saber…sobre o texto, sinto também, um certo julgamento, chamar de covarde me parece meio pesado, mais um rótulo, um chute no cachorro morto. Tenho muita apeciação pelo budismo, apesar de suas mais diversas ramificações, o que nos trás muita confusão, porém, ficou uma dúvida. Se não há karma, nem reencarnações nem espíritos etc ( e aqui ressalto que não tenho religião, mas sou um estudioso), então, porque seria um ato insano, errado ou covarde do suicida, se não há do que ele comprometer sua existência futura? Seria o budismo, de uma forma geral um misto de materialismo mais espiritualizado? Desculpe-me por minha ignorancia, mas estou na busca da evolução e superação, e por não concordar muito com a ovisão espírita sobre os suicidas, gostaria de compreender melhor, se possível. Pois, nem todos tem um histórico de vida, informações adequadas, tempo e até condições sociais financeiras para se dedicarem à sua evolução como deveriam ou gostariam, ainda mais no caso do budismo, que parece ser um pouco restrito e sem maiores influências no Brasil. Ps. se puderem indicar uma leitura mais adequada e compreensível sobre este tema, e da superação e compreensão do sofrimento e de uma vida tribulada e triste, agradeceria. Com certeza leria e repassaria a outros que tanto precisam. Obrigado

    marc disse:
    12 setembro, 2012 às 2:57 pm

    Obs. relevem meus erros de digitação, meu notebook está com uma configuração bagunçada, já vou arrumar, mas creio, que a essência do que disse foi clara. Obrigado pelo espaço e parabéns pelo site

    Mirian Voloski disse:
    21 novembro, 2012 às 10:34 am

    Vejo que muitos egos se sentiram “magoados/injuriados” e então, em vez de meditarem sobre as palavras ensinadas, querem , feito meninos birrentos, provarem que os ensinamentos contém erros. Contém, sim, mas de INTERPRETAÇÃO!!!!! Quando o ego se sente tão desesperadamente afetado/ofendido, necessitando de reconhecimento…Ah, aí tem coisa! Pode procurar! A verdadeira face, o motivo real, está sempre mais embaixo…podem fazer melhor: larguem o budismo pra lá…para que gastar sua intelectualidade acadêmica com uma coisa assim??? Continuem com seus Prozac e Rivotril…e continuem bem!!! Obrigada. Vou continuar lendo o que realmente interessa por aqui.

    olho disse:
    25 dezembro, 2012 às 6:13 pm

    é com grande desapontamento que me deparo com este texto e com alguns comentarios, próximos do pensamento das religiões ocidentais.
    esquece-se que o suicida, na maioria das vezes, não consegue enxergar alternativas, por mais que elas possam estar a um palmo do seu nariz. e dificilmente há uma causa real e objetiva da qual o suicida tentaria fugir covardamente.
    felizmente, tenho me deparado com divulgadores do budismo que evitam fazer julgamentos sobre situações as quais nunca se depararam, deixando este comportamento para os moralistas do ocidente.

    Luis disse:
    26 abril, 2013 às 2:42 pm

    Texto brilhante.

    Luis disse:
    26 abril, 2013 às 2:42 pm

    Concordo 100% com a Mirian.

    Merit disse:
    4 agosto, 2015 às 6:11 pm

    Anne, Anne, Anne. sua mente está muito confusa e doente. sugiro meditar profundamente sobre seus medos e sobre suas reais necessidades. são reais mesmo? são necessárias mesmo? ou é só seu ego mimado, birrento e egoísta? tudo é ilusão minha cara…..

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