A Idéia de Deus

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A realidade ou a validade da crença em Deus é baseada na capacidade de compreensão e da maturidade da mente do homem

O desenvolvimento da Idéia de Deus

A fim de descobrir a origem e o desenvolvimento da idéia de Deus, deve-se voltar no tempo quando a civilização ainda estava em sua infância e a ciência moderna era desconhecida. Povos primitivos, cheios de medo e admiração em relação aos fenômenos naturais, acreditavam em diferentes espíritos e deuses. Eles usavam essa crença em espíritos e deuses para formar suas próprias religiões. De acordo com suas respectivas circunstâncias e capacidade de compreensão, diferentes pessoas veneravam diferentes deuses, fundando diferentes fés.

No início da idéia de Deus, as pessoas louvavam muitos deuses – deuses das árvores, rios, relâmpagos, tempestades, ventos, sol e todos os outros fenômenos terrestres. Tais deuses estavam relacionados a cada ato da natureza. Então, gradualmente, o homem começou a atribuir a esses deuses, sexo e formas, assim como as características físicas e mentais dos seres humanos. Atributos humanos eram dados aos deuses: amor, ódio, ciúme, medo, orgulho, inveja e outras emoções encontradas entre os seres humanos. De todos esses deuses, lentamente nasceu uma compreensão de que os fenômenos do universo não eram muitos, mas Um. Essa compreensão deu surgimento ao deus monoteísta das eras recentes.

No processo do desenvolvimento, a idéia de Deus passou por uma variedade de climas sociais e intelectuais mutáveis. Era tida por diferentes homens em diferentes formas. Alguns idealizavam deus como o Rei do Céu e da Terra; tinham uma concepção de deus como uma pessoa. Outros pensavam deus como um princípio abstrato. Alguns elevavam o éideal de deidade Suprema ao mais alto céu, enquanto outros traziam-no para baixo até as camadas mais inferiores da terra. Alguns imaginaram deus num paraíso, enquanto outros o tornaram um ídolo e o adoraram. Alguns foram tão longe a ponto de dizer que não há salvação sem deus – não importando quanto bem você faça, não receberá os frutos de suas ações a menos que sua ação seja vinda de uma fé em deus. Os ateístas dizem: ‘Não’ e seguem afirmando que deus não existe de modo algum. Os céticos ou agnósticos dizem: ‘Não sabemos ou não podemos saber’. Os positivistas dizem que a idéia de Deus foi um problema sem sentido uma vez que a idéia do termo deus ‘não estava clara’. Assim, nasceu uma variedade de idéias, crenças e nomes para a idéia de Deus: panteísmo, idolatria, crença em um deus sem forma e crença em muitos deuses e deusas.

Mesmo o deus monoteísta dos tempos recentes passou por uma variedade de mudanças à medida que passou por diferentes nações e povos. O deus hindu é bastante diferente do deus cristão. O deus cristão é também diferente dos deuses de outras fés. E, assim, numerosas religiões vieram a existir; cada qual diferindo enormemente uma da outra no final, e cada uma dizendo que ‘Deus é Um’.

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3 comentários em “A Idéia de Deus

    thamyres gomes de souza disse:
    12 junho, 2012 às 8:38 pm

    eu amei essa historia , eu me apego muito nessas coisas , gosto de ficar por dentro de tudo, ainda mais quando , é interesante como essa linda idéia de Deus.
    muito obrigada por ter me ensinado um pouco sobre a ideias de Deus.

    paulo mesquita disse:
    13 dezembro, 2013 às 5:51 pm

    é muito interessante esse pensamento. mas existe muita coisa que precisamos saber, eu sei que em todos os tempos existiram deuses e que os seres humanos sempre teve dentro de si a necessidade de um ser criador. mas se Jesus Cristo existiu realmente, ele disse que, os que vieram antes dele eram ladrões e salteadores. também disse que era filho de Deus e que era Deus. então onde está verdade?

    Thomas Mattos disse:
    26 janeiro, 2014 às 9:55 am

    A idéia de Deus sofreu uma evolução no ocidente. Começou com “Javé” que era um deus guerreiro menor dos beduínos do deserto segundo uma inscrição egípcia. Passou pela fase em que os judeus acreditavam na monolatria (adoravam um único deus mas sabiam que existiam outros, ver salmo 82 onde em meio a assembleia dos deuses, como no monte Olimpo, Javé julga), só bem depois do tempo de Davi e Salomão é que passaram ao monoteísmo. Assim como os primitivos praticantes dos Vedas indianos, no Antigo Testamento há indícios da prática de sacrifícios humanos e de animais para agradar a Javé. Muitos patriarcas entregavam “para Deus” as primícias, isto é, sacrificavam o melhor espécime de seus filhos, de seu rebanhos, etc.Um Deus ciumento que mandou os judeus praticarem o genocídio e o extermínio de vários povos e civilizações igual ao Deis islâmico só pode ser uma entidade baixa, invenção humana da mente dos profetas ou o próprio Mara.Só séculos depois de Cristo, foi que os padres teólogos criaram o “Deus benevolente pai de Jesus” dando um upgrade na imagem do velho Javé dos hebreus ao fundi-lo com os conceitos dos filósofos gregos (principalmente aristotélicos e neoplatônicos) sobre o Uno ou o Absoluto. Conceitos estes, aliás, que os gregos pegaram do Brahman indiano. Aconselho a lerem a obra: “Deus, uma biografia” e assistirem o filme budista: “Angulimala” de 2003.

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