A Religião numa Era Científica

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Religião sem ciência é aleijada, enquanto ciência sem religião é cega

Vivemos hoje numa era científica na qual quase todos os aspectos de nossa vida foram afetados pela ciência. Desde a revolução científica durante o século XVII, a ciência continuou a exercer tremenda influência sobre o que pensamos e fazemos.

O impacto da ciência tem sido particularmente forte nas crenças religiosas tradicionais. Muitos conceitos religiosos básicos se desfazem sob a pressão da ciência moderna e não são mais aceitáveis para o homem intelectual e bem informado. Não mais é possível afirmar a verdade derivada meramente através das especulações teológicas ou baseada na autoridade de escrituras religiosas isoladas da consideração científica. Por exemplo, os achados dos psicólogos modernos indicam que a mente humana, como o corpo físico, trabalha de acordo com leis naturais e causais sem a presença de uma alma imutável tal como ensinado por algumas religiões.

Alguns religiosos escolhem desconsiderar as descobertas científicas que entram em conflito com seus dogmas religiosos. Tais rígidos hábitos mentais são de fato um obstáculo ao progresso humano. Uma vez que o homem moderno se recusa a acreditar em qualquer coisa cegamente, mesmo que tenha sido tradicionalmente aceito, tais religiosos, com suas teorias defeituosas, somente terão êxito em aumentar o grupo dos não-crentes.

Por outro lado, alguns religiosos sentem a necessidade de se acomodar a teorias científicas popularmente aceitas dando uma nova interpretação aos seus dogmas religiosos. Um tal caso pode ser visto na teoria da evolução de Darwin. Muitos religiosos mantêm que o homem foi diretamente criado por Deus. Darwin, por outro lado, proclama que o homem evoluiu do macaco, uma teoria que perturba a doutrina da criação divina e da queda do homem. Desde que todos os pensadores brilhantes aceitaram a teoria de Darwin, os teólogos de hoje têm pouca escolha exceto dar uma nova interpretação para suas doutrinas a fim de se ajustarem a essa teoria a qual se opuseram por tanto tempo.

À luz das descobertas científicas modernas, não é difícil entender que muitas das visões sustentadas em muitas religiões com relação ao universo e à vida são meramente pensamentos convencionais há muito superados. É geralmente verdade dizer que as religiões em muito contribuíram para o desenvolvimento e o progresso humanos. Elas estabeleceram valores e padrões, bem como formularam princípios para guiar a vida humana. Mas por todo o bem que fizeram, as religiões não podem mais sobreviver na era científica moderna se os seguidores insistirem em aprisionar a verdade em fórmulas e dogmas estabelecidos, encorajando cerimônias e práticas que foram destituídas de seu significado original.

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Um comentário em “A Religião numa Era Científica

    dhanapala respondido:
    29 maio, 2007 às 6:14 am

    Nota do tradutor para o português: Apesar da aparente aprovação do autor com relação à teoria evolutiva darwiniana, deve ser dito que nenhuma parte das escrituras buddhistas indicam uma sustentação de uma tal teoria. O Buddhismo propõe a mudança contínua na dimensão física bem como mental, e não uma evolução linear de melhoramento contínuo. E na esfera moral, a ascensão e descida do homem se dão pela qualidade de seus atos e não por qualquer lei biológica. Tanto quanto as escrituras buddhistas testemunham, o Buddhismo subscreve a uma compreensão cíclica do universo e da humanidade, com altos e baixos, contrações e expansões, e não a uma evolução contínua.

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