Astrologia e Astronomia

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Acredito em astrologia, mas não em astrólogos

Desde o início dos tempos, o homem permanece fascinado pelas estrelas, buscando encontrar ligações entre elas e seu próprio destino. Sua observação das estrelas e de seus movimentos fez surgir duas importantes áreas de estudo, a saber, a Astronomia e a Astrologia. A astronomia pode ser considerada uma ciência pura, preocupada com as medidas das distâncias, a evolução e a destruição das estrelas, seus movimentos, e assim por diante. É claro que todos esses cálculos são sempre feitos em relação ao planeta Terra, e como esses movimentos interplanetários afetam a humanidade em um nível físico. A astronomia moderna busca encontrar respostas para questões ainda não respondidas com relação à origem do homem e ao fim, derradeiro e possível, de sua existência como um membro da raça humana. É uma área fascinante de estudo e nosso novo conhecimento do universo e das galáxias colocou muita pressão em muitas religiões no sentido de avaliar seus postulados ancestrais com relação ao criador e à criação da vida.

O Buddhismo não enfrenta nenhum dilema, simplesmente porque o Buddha não encorajou Seus seguidores a especular sobre coisas além de sua compreensão. Entretanto, Ele fez muitas alusões, as quais, à luz de nosso novo conhecimento ganho através da ciência, nos revelam que o Buddha estava bastante consciente da verdadeira natureza do Universo – o qual não havia sido criado em um único glorioso momento, que a terra é apenas uma pequena partícula, e sem importância, em todo o espaço, que há uma criação e destruição constantes, e que tudo está em constante movimento.

A astrologia, entretanto, é uma área de estudo completamente diferente. Desde o momento em que o homem antigo começou a pensar, ele se tornou profundamente preocupado com seu relacionamento frente ao universo. Quando a sociedade humana se tornou envolvida com as atividades de agricultura, o homem passou a não depender da caça como um meio de vida, e começou a notar uma ligação entre o movimento do sol através dos anos e suas próprias atividades de plantio, colheita e projetos similares. À medida que se tornou mais sofisticado, ele foi capaz de predizer o movimento do sol e inventou meios de medir o tempo, dividindo-o em anos, meses, dias, horas, minutos e segundos.

Ele associou esse conhecimento à sua existência, sentindo então que havia uma relação entre seu próprio ciclo vital e o movimento dos planetas. Isso deu origem ao Zodíaco – o caminho aparente do sol. Ele contém doze constelações. Um estudo desses movimentos em relação à vida pessoal de um ser humano é chamado de horóscopo.

O estudo da astrologia envolve um grande entendimento da natureza humana, uma habilidade para acessar os movimentos planetários de forma precisa, junto com um insight em relação aos fenômenos aparentemente inexplicáveis no universo. Houve muitos astrólogos brilhantes no passado e alguns ainda existem hoje. Infelizmente, há um número ainda maior de charlatães que dão um mau nome à astrologia. Eles enganam as pessoas predizendo eventos aparentemente verdadeiros sobre o futuro. Ganham muito dinheiro explorando a ignorância e o medo dos crédulos. Como resultado, por um longo tempo os cientistas zombaram da astrologia e não dependeram dela. Entretanto, sua atitude hostil não é realmente justificável. O propósito principal da leitura de um horóscopo deveria ser o de dar um insight quanto ao próprio caráter, da mesma maneira que um raio-X pode mostrar a estrutura física de um homem.

As estatísticas mostram que a influência do sol nos signos do Zodíaco relaciona-se com o nascimento de pessoas diferentes durante certos meses. Alguns crimes têm sido mostrados como correspondendo a signos zodiacais nos quais o sol esteja se movendo durante certos meses do ano.

Assim, uma compreensão desse relacionamento pode ajudar um homem a organizar sua vida de forma mais significativa, em harmonia com suas tendências inatas, havendo, assim, menos estresse em sua vida.

Um recém-nascido é como uma semente. Ele contém em si todos os ingredientes que farão dele um indivíduo similar, mas ainda assim completamente diferente, a outros seres humanos. Como seu potencial será desenvolvido dependerá, como na semente, do tipo de nutrição que receberá. A natureza de um homem nasce com ele, mas seu próprio livre arbítrio determinará se ele irá fazer bom uso de seus talentos e habilidades. Se superará seu potencial para o vício ou para a fraqueza dependerá de como será treinado em sua juventude. Se reconhecermos nossa natureza – nossa tendência para a preguiça, irritabilidade, preocupações, frustrações, maldade, astúcia, ciúmes – poderemos dar passos positivos para superá-la. O primeiro passo para solucionarmos problemas é reconhecê-los como são.

As interpretações astrológicas indicam nossas inclinações e tendências. Uma vez reveladas, devemos dar os passos necessários para mapear nossas vidas de uma maneira que nos torne cidadãos úteis para o mundo. Mesmo uma pessoa com tendências criminosas pode se tornar um santo, se reconhecer sua natureza e dar os passos que levam a uma vida de bondade.

Um horóscopo é um mapa desenhado no sentido de mostrar as forças kármicas que um homem carrega, calculado a partir da hora de seu nascimento. A força determina o momento do nascimento e, conhecendo essa hora, um astrólogo habilidoso pode mostrar o destino de um homem de forma precisa naquele período determinado de vida.

Todos sabem que a terra leva aproximadamente um ano para se mover ao redor do sol. Esse movimento, visto da terra, coloca o sol em várias áreas zodiacais durante o ano. Uma pessoa nasce (não acidentalmente, mas como um resultado da influência kármica) quando o sol transita num dos doze signos do Zodíaco.

Por meio do horóscopo você pode determinar algumas épocas em sua vida quando terá que ir mais devagar, forçar-se a grandes graus de criatividade ou observar mais suas atividades e cuidar de sua saúde.

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2 comentários em “Astrologia e Astronomia

    Índice « No Que Os Buddhistas Acreditam disse:
    3 outubro, 2006 às 7:43 am

    […] Astrologia e Astronomia […]

    Guilherme disse:
    27 outubro, 2006 às 1:05 am

    Certa vez, na floresta Simsapa do Kosambi (perto de Allahabad), pegando algumas folhas na mão, perguntou aos discípulos:

    – Que pensais? Quais são as mais numerosas? Essas poucas folhas na mão ou as que estão na floresta?

    – Senhor, certamente as folhas da floresta são muito mais numerosas!

    – Da mesma forma, do que sei não disse tudo, e o que não divulguei é muito mais. E por que eu não lhes disse? Porque isso não é útil e não conduz ao Nirvana.

    Guilherme – guinassou@ubbi.com.br

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