No Buddhismo, o casamento é considerado um assunto inteiramente pessoal e individual e não um dever religioso

O casamento é uma convenção social, uma instituição criada pelo homem para seu bem-estar e felicidade, para distinguir a sociedade humana da vida animal e para manter a ordem e a harmonia no processo de procriação. Embora os textos buddhistas mantenham silêncio sobre o tema da monogamia ou poligamia, o buddhista laico é aconselhado a se limitar a uma esposa. O Buddha não estabeleceu regras para a vida casada, mas deu os necessários conselhos sobre como viver uma vida casada feliz. Há amplas inferências em Seus sermões de que é sábio e recomendável ser fiel a uma esposa, e não ser sensual e sair atrás de outras mulheres. O Buddha compreendeu que uma das principais causas da queda do homem é seu envolvimento com outras mulheres (Parābhava Sutta) O homem deve estar consciente das dificuldades, provações e tribulações pelos quais deve passar somente para manter uma esposa e uma família. Isso seria multiplicado muitas vezes quando se deparando com calamidades. Conhecendo a fragilidade da natureza humana, em um de seus preceitos o Buddha aconselhou aos Seus seguidores de se abster de cometer adultério ou má-conduta sexual.

As posições buddhistas sobre o casamento são bem liberais: no Buddhismo, o casamento é considerado um assunto inteiramente pessoal e individual e não um dever religioso. Não há leis religiosas no Buddhismo que compelem uma pessoa a se casar, a permanecer solteira ou a levar uma vida de total castidade. Não é estabelecido em qualquer lugar que os buddhistas devem gerar filhos ou regular o seu número. O Buddhismo permite a cada indivíduo a liberdade para decidir por si mesmo todos os assuntos relacionados ao casamento. Pode ser perguntado porque os monges buddhistas não se casam, uma vez que não há leis a favor ou contra o casamento. A razão é que obviamente a fim de servir a humanidade os monges escolheram um modo de vida que inclui o celibato. Aqueles que renunciam a vida no mundo se mantêm afastados da vida casada voluntariamente, a fim de evitar os vários compromissos mundanos, mantendo a paz da mente e dedicando suas vidas unicamente para servir aos outros no atingimento da emancipação espiritual. Embora os monges buddhistas não realizem cerimônias de casamento, eles executam serviços religiosos para abençoar os casais.