Não há base realmente para se pensar que esse é o único período no qual a população do mundo tem aumentado.

Se os buddhistas não acreditam na alma criada por deus, como eles explicam o aumento da população no mundo de hoje? Essa é uma pergunta muito comum feita por muitos hoje. As pessoas que fazem uma tal pergunta usualmente acham que há somente um mundo onde vivam os seres. É preciso considerar que é muito natural que a população cresça em lugares em que há boas condições climáticas, facilidades médicas, alimento, e em que existam precauções para produzir e proteger os seres vivos.

É preciso também considerar que não há base realmente para se pensar que esse é o único período no qual a população do mundo tem aumentado. Não há como comparar com qualquer período da história antiga. Vastas civilizações existiram e desapareceram na Ásia Central, no Oriente Médio, na África e na Antiga América. Nenhum censo existe para essas civilizações, mesmo que remotamente. A população, como tudo o mais no universo, está sujeita a ciclos de surgimento e queda. Em ciclos de alarmante aumento na taxa de nascimento, é possível conseqüentemente ser tentado a argumentar contra o renascimento neste ou em outros mundos. Pelos últimos milhares de anos, não há evidência para provar que houve mais pessoas em algumas partes do mundo do que há hoje. O número de seres existindo em vários sistemas mundiais é realmente infinito. Se as vidas humanas podem ser comparadas a somente um grão de areia, o número de seres no universo é comparável aos grãos de areia em todas as praias do mundo. Quando as condições são corretas e eles são sustentados por seus bons kammas, alguns desses infinitos números de seres renascem como seres humanos. O avanço da medicina, especialmente nos séculos XIX e XX possibilitou aos seres humanos viver mais longamente e com vidas mais saudáveis.

Esse é um fator que contribui para o aumento da população. A população pode aumentar ainda mais, caso pessoas responsáveis não tomem providências que possam controlar isso. Daí que o crédito ou responsabilidade pelo aumento da população deva ser dado às facilidades médicas e a outras circunstâncias disponíveis hoje. Esse crédito ou responsabilidade não pode ser atribuído a nenhuma religião em particular ou a qualquer fonte externa.

Há uma crença entre certas pessoas que todos os infelizes eventos que destroem as vidas humanas são criados por deus a fim de reduzir a população do mundo. Ao invés de conferir tanto sofrimento para suas próprias criaturas, por que ele não pode controlar a população? Por que ele cria mais e mais pessoas em países superpopulados, onde não há alimento suficiente, roupa e outras necessidades básicas? Aqueles que acreditam que deus criou tudo não conseguem dar uma resposta satisfatória a essa questão. Pobreza, infelicidade, guerra, fome, doença, não são devidos à vontade de deus ou ao capricho de um demônio, mas devidos a causas que não são tão difíceis de serem descobertas.