A comunidade da Sangha, no curso do tempo, desenvolveu-se em vários segmentos, muitos dos quais, ao mesmo tempo em que aderiram a alguns preceitos maiores, tais como prescritos pelo Buddha, tenderam, no entanto, a ignorar algumas das regras menores. O segmento Theravada pareceu ser mais ortodoxo, enquanto que o Mahayana e alguns outros segmentos tenderam a ser mais liberais em sua perspectiva e observâncias religiosas. O segmento Theravada tentou observar o Vinaya à letra, a despeito das circunstâncias e ambientes mutáveis. Mudanças menores nos preceitos aconteceram, entretanto, mas sem o reconhecimento oficial mesmo entre os membros do segmento Theravada. Como um exemplo, o segmento Theravada observa estritamente a regra de não se alimentar após o tempo estipulado para o dia. Ele não reconhece abertamente que certas variações poderiam ser permitidas sob circunstâncias especiais. Enquanto que membros de outras escolas se adaptam ao uso do manto de uma cor e padrão apropriados, o segmento Theravada continuou a aderir ao uso dos mantos originais tradicionalmente prescritos, apesar das mudanças nas condições sociais e climáticas. Como resultado, muitas das práticas dos monges são claramente entendidas somente por aqueles que nascem dentro de culturas tradicionalmente buddhistas.

Aí então há alguns monges que insistem em observar o código do Vinaya à letra, ao invés de seu espírito, mesmo que tais ações pudessem embaraçar as pessoas ao seu redor. Por exemplo, mais e mais monges buddhistas são convidados aos países ocidentais onde a cultura do povo e as condições climáticas são tão grandemente diferentes daquelas da Ásia. Se os monges insistirem em se comportar exatamente como faziam em seus países de origem seu comportamento parecerá estranho e ridículo. Ao invés de ganhar o respeito, eles se tornarão sujeitos ao ridículo e à suspeita. Aqui, novamente, o monge deve aplicar seu senso comum e tentar não ser uma zombaria para si mesmo aos olhos das pessoas que pertencem a uma cultura diferente de sua própria. A regra importante a ser observada é de que ações imorais, cruéis, prejudiciais e indecentes não sejam cometidas e que a sensibilidade de outras pessoas seja respeitada. Se os monges puderem levar suas vidas como seres humanos honestos, bondosos, inofensivos e compreensivos através de sua dignidade e disciplina humanas, então tais qualidades serão apreciadas em qualquer parte do mundo. Manter as chamadas tradições e costumes de seus respectivos países de origem tem pouco a ver com a essência do Dhamma tal como foi ensinado pelo Buddha.

Há, então, um outro problema. Muitas pessoas, especialmente no Ocidente, que aceitaram o modo de vida buddhista, lêem nos textos as regras do Vinaya, e pensam que os monges devem seguir todas as regras sem qualquer adaptação seja em qual parte do mundo que estiverem, da mesma forma exata como elas foram gravadas nos textos. Devemos nos lembrar que algumas dessas regras, as quais eram praticadas na sociedade indiana vinte e cinco séculos atrás são irrelevantes mesmo na Ásia atual. Devemos ter claro na mente que o Buddha instituiu as regras somente para os membros da comunidade da Sangha que viviam na Índia, a região onde viveu. Tais monges nunca tiveram qualquer experiência com o modo de vida em outros países. Sua preocupação principal era para com o desenvolvimento espiritual com o mínimo de rupturas e perturbações na sociedade onde viviam. Atualmente, os monges podem experimentar muitos outros novos problemas, se estritamente observarem todas as regras em um país de pessoas que não consigam apreciá-las ou compreendê-las.

O código de disciplina para os devotos laicos mostra como um laico pode viver uma vida virtuosa e nobre sem renunciar à vida no mundo. O conselho do Buddha para os laicos está contido em discursos como o Mangala, Parabhava, Sigalovada, Vasala e Vygghapajja e muitos outros.

Muitas regras do Vinaya se aplicam somente àqueles que renunciaram à vida no mundo. É claro que um laico pode seguir algumas das regras se elas o ajudarem a desenvolver uma espiritualidade maior.

Quando a sociedade se transforma, os monges, embora tenham renunciado à vida mundana, não podem permanecer tradicionalistas sem se adaptarem às mudanças. Alguns conservadores não conseguem compreender essa necessidade de mudança e criticam os monges que se adaptam às demandas feitas pela reforma social. Isso não significa, é claro, que os monges possam mudar as regras segundo seu humor e capricho. Quando os monges desejam corrigir até certos preceitos menores, eles devem obter a aprovação de um Conselho da Sangha reconhecido. Individualmente os monges não estão livres para mudar qualquer regra do Vinaya. Tais membros do Conselho da Sangha podem também impor certas sanções contra monges que cometeram sérias violações do código de disciplina e cujo comportamento desacreditou a Sangha. O Buddha instituiu o Conselho a fim de ajudar os monges a evitarem ações prejudiciais e a tentação de uma vida mundana. As regras eram orientações ao invés de leis invioláveis impostas por alguma autoridade divina.

Nos países asiáticos, particularmente, um grande respeito e reverência são prestados aos monges. Os laicos os respeitam como professores de Dhamma e como pessoas religiosas que sacrificaram a vida mundana a fim de levar uma vida santa. É esperado dos monges que se dediquem ao estudo e prática do Dhamma e não façam outro trabalho. Os laicos, portanto, cuidam de seu bem-estar material, ao mesmo tempo em que buscam nos monges uma ajuda para suas necessidades espirituais.

Assim sendo, os monges devem ter uma conduta tal a conquistar o respeito e a reverência do público. Se, por exemplo, um monge é visto num lugar sem reputação, ele será criticado, mesmo se não estiver envolvido em nenhuma ação imoral. Dessa forma, é o dever dos monges evitar certos ambientes inapropriados de forma a manter a dignidade da Ordem Sagrada.

Se um monge não respeita o código disciplinar, os laicos perderão sua confiança neles. Há muitos casos registrados nos Textos Buddhistas quando mesmo durante a época do Buddha, laicos devotos se recusaram a cuidar de monges arrogantes, briguentos ou irresponsáveis. Monges podem ser criticados por fazer certas coisas mundanas que somente laicos tem a liberdade de fazer.

Muitas pessoas ainda não perceberam que o Dhamma, a Verdade exposta pelo Buddha, não é mutável sob qualquer circunstância. Certas regras do Vinaya também estão incluídas na mesma categoria e não são sujeitas à mudança. Mas algumas outras regras do Vinaya estão sujeitas à mudança de forma a impedir algumas inconveniências desnecessárias. Dhamma e Vinaya não são a mesma coisa. Alguns monges tentam observar certas tradições rigidamente como se fossem importantes princípios religiosos, embora outros não consigam encontrar qualquer significado ou implicação religiosa em suas práticas. Ao mesmo tempo, algumas pessoas egoístas e astutas podem até mesmo tentar manter certas manifestações exteriores de pureza, de forma a desviar os devotos inocentes de maneira a considerá-los como monges pios e sinceros. Muitas das práticas chamadas de buddhistas nos países asiáticos, as quais monges e outros seguem, não são necessariamente preceitos religiosos mas costumes tradicionais mantidos pelo povo da época. Por outro lado, certos costumes introduzidos por monges como formas de disciplina verdadeiramente ajudam a manter a dignidade e a serenidade de toda Ordem sagrada. Apesar das tradições e costumes religiosos poderem criar uma atmosfera amigável para o desenvolvimento espiritual, algumas regras do Vinaya precisam ser modificadas de acordo com a mudança das condições sociais. Se isso não for feito, monges terão que enfrentar numerosos problemas em seu contato com o público na sociedade moderna e na sua forma de vida pois são ridículas aos olhos do público.

Alguns leigos criticam os monges por tocarem em dinheiro. É difícil prosseguir nas atividades religiosas e ser ativo na sociedade moderna sem lidar com dinheiro. O que um monge deve fazer é não estar apegado ao dinheiro ou à propriedade como sendo uma posse pessoal. Isso é o que o Buddha queria dizer. É claro que pode haver alguns que deliberadamente interpretem mal as regras a fim de terem ganhos materiais. Eles terão que suportar as conseqüências de enfrentarem dificuldades em seu desenvolvimento espiritual.

É claro que aqueles que escolherem se confinar a uma área isolada para meditação a fim de conquistarem a paz mental, deveriam ser capaz de prosseguir em suas obrigações religiosas sem os obstáculos das preocupações mundanas, as quais podem se tornar uma pesada carga. Mas devem primeiramente se assegurar de que já possuem sustentadores suficientes para atender suas necessidades básicas, como alimento, abrigo e medicamentos. Enquanto que pode haver tais monges que desejem se retirar completamente da sociedade deve igualmente haver monges suficientes na sociedade para atender as numerosas necessidades religiosas do público em geral. Do contrário, as pessoas poderiam concluir que o Buddhismo não tem muito a contribuir em suas vidas diárias e em seu bem-estar.

Entre as características marcantes de um monge estão pureza, pobreza voluntária, humildade, simplicidade, serviço altruísta, autocontrole, paciência, compaixão e não-violência. É esperado que ele observe os quatro tipos de Moralidade Superior – a saber:

Patimokkha Sila – O código moral fundamental (ofensas maiores relacionadas com as atividades imorais, cruéis, danosas e egoístas).
Indriyasamvara Sila – Moralidade pertencente à restrição dos sentidos.
Ajivaparisuddhi Sila – Moralidade pertencente ao modo de vida.
Paccayasannissita Sila – moralidade pertencente ao uso de requisitos pertencentes à vida.

Esses quatro tipos de moralidade são em conjunto chamados de Sila-Visuddhi (Pureza da Virtude).
Quando uma pessoa entra na Ordem e recebe sua ordenação ela é chamada de Samanera – Monge Noviço. Ela deve observar os Dez Preceitos de Samanera juntamente com certos códigos de disciplina aplicados à vida monástica até que ela receba sua ordenação mais alta – Upasampada – tornando-se um Bhikkhu ou monge completo.

Um bhikkhu ou monge deve observar os quatro tipos de moralidade superior mencionados acima, o que abrange os 227 preceitos, além de alguns menores. Os quatro principais que lidam com o celibato e a abstinência de roubar, matar e pronunciar falsos testemunhos de realizações de espiritualidade superior devem ser estritamente observados. Se ele viola qualquer um deles, um monge é considerado como ‘derrotado’ na comunidade da Sangha. Ele será privado de certos direitos religiosos pela comunidade da Sangha. No caso de outras regras violadas, ele terá que se defrontar com muitas outras consequências e corrigir-se de acordo com a gravidade da ofensa.

Não há votos ou leis para um bhikkhu. Ele se torna um bhikkhu por sua própria vontade a fim de viver uma Vida Santa por quanto tempo ele queira. Não há, portanto, nenhuma necessidade de se sentir preso por um voto feito anteriormente ou se sentir hipócrita pois somente ele pode decidir se deseja ou não obedecer as regras. Ele é livre para deixar a Ordem a qualquer momento e adotar um modo de vida do buddhista laico quando sentir que é inconveniente manter-se como monge. Ele pode também retornar para a vida monástica a qualquer momento que desejar. As mesmas regras gerais também se aplicam às bhikkhunis.

Uma vida afortunada ou desafortunada depende dos méritos e deméritos individuais


A execução de boas ações dá origem ao mérito (punna) uma qualidade que limpa a mente. Se a mente não é mantida em observação, sua tendência é de ser regida por tendências maléficas que levam à execução de más ações e o se envolver em complicações. O mérito purifica a mente das tendências prejudiciais da ganância, ódio e ilusão. A mente gananciosa encoraja uma pessoa a desejar, acumular, colecionar; a mente odiosa nos arrasta para o desgosto e a raiva; e a mente iludida faz com que a pessoa se enrede na ganância e no ódio, acreditando que tais raízes maléficas são corretas e valorosas. Ações demeritórias dão surgimento a mais sofrimento e reduzem as oportunidades de a pessoa conhecer e praticar o Dhamma.

O mérito é importante para nos ajudar ao longo de nossa jornada pela vida. Ele está conectado com o que é bom e benéfico para nós mesmos e para os outros, e pode melhorar a qualidade da mente. Enquanto que a riqueza material que uma pessoa acumula pode ser perdida por roubo, enchente, fogo, confisco, etc., o benefício dos méritos perdura vida após vida e não pode ser perdido, apesar de poder se exaurir se nenhuma tentativa de executar mais méritos for feita. Uma pessoa irá experienciar felicidade aqui e agora, assim como depois, através da execução dos méritos.

O mérito é um grande facilitador: ele abre as portas da oportunidade em todos os lugares. Uma pessoa com méritos terá sucesso em qualquer empreendimento que coloque seu esforço. Se desejar fazer negócios, ela encontrará os contatos e os amigos corretos. Se desejar ser um erudito, será premiada com bolsas e ajudada por mentores acadêmicos. Se desejar progredir na meditação, ela encontrará um professor de meditação habilidoso que a guiará no desenvolvimento espiritual. Os sonhos serão realizados através da graça do tesouro dos méritos. É o mérito que capacita uma pessoa a renascer nos céus e a provê com as condições corretas e o suporte para o atingimento do Nibbana.

Há diversos campos ricos de méritos (recipientes da ação) que dão resultados abundantes para quem executa a boa ação. É o mesmo com um solo pode produzir uma melhor colheita (vamos comparar em solo preto fértil e um solo pedregoso), assim também uma boa ação executada para o benefício de algumas pessoas pode dar surgimento a mais méritos do que para outros. Os campos ricos de méritos incluem a Sangha ou pessoas sagradas, mãe, pai e necessitados. Boas ações executadas para essas pessoas se manifestarão de várias formas e serão uma fonte de muitos resultados maravilhosos.

O Buddha ensinou a execução de dez ações meritórias a fim de conquistarmos uma vida feliz e pacífica, bem como para desenvolvermos conhecimento e compreensão. As dez ações meritórias são:

1. Generosidade
2. Moralidade
3. Cultivo mental
4. Reverência ou respeito
5. Servir na ajuda aos outros
6. Transferência de méritos aos outros
7. Regozijar com os méritos dos outros
8. Pregar e ensinar o Dhamma
9. Ouvir o Dhamma
10. Corrigir a visão pessoal

A execução dessas dez ações meritórias não será de benefício somente para si mesmo, mas também para os outros, além de dar benefícios aos recebedores. A conduta moral beneficia a todos os seres com os quais entramos em contato. O cultivo mental traz paz aos outros e inspira-os a praticar o Dhamma. A reverência faz surgir a harmonia na sociedade, enquanto que o serviço melhora a vida dos outros. Compartilhar os méritos mostra que nos preocupamos com o bem estar dos outros, enquanto regozijar-se com os méritos dos outros encoraja-os a executarem mais méritos. Ensinar e ouvir o Dhamma são fatores importantes para a felicidade tanto do professor quanto do ouvinte, ao mesmo tempo em que encoraja a ambos a viverem conforme ao Dhamma. Corrigir a visão pessoal capacita-nos a mostrar aos outros a beleza do Dhamma. No Dhammapada, o Buddha ensinou:

‘Se uma pessoa deve executar o bem,
Que ela o faça muitas e muitas vezes;
Ela deveria ter prazer nisso;
Pois abençoada é a acumulação do bem’. Dhp 118

‘Não pense superficialmente no bem, dizendo,
“Ele não chegará perto de mim” –
Assim como pela queda de gotas um jarro de água é preenchido,
Da mesma forma o homem sábio, recolhendo pouco a pouco,
Preenche-se com o bem’. Dhp 122

Há 10 ações demeritórias que são aconselhadas de nos mantermos afastados. Tais ações estão enraizadas na ganância, no ódio e na ilusão, e trarão sofrimento para os outros mas especialmente para si mesmo nesta vida e nas próximas. Quando uma pessoa compreende a Lei do Kamma e entende que as más ações trazem maus resultados, ela então irá praticar a Compreensão Correta e evitar executar tais ações.

Há três ações corporais que são karmicamente insalubres. Elas são: (1) matar seres vivos, (2) roubar, e (3) um comportamento sexual ilícito. Essas ações corporais correspondem aos primeiros três dos Cinco Preceitos que as pessoas deveriam seguir.

Os efeitos de matar para quem executa a ação são brevidade da vida, saúde ruim, constante pesar que leva à separação em relação aos serem que se amam e viver em constante medo. As más conseqüências de roubar são pobreza, miséria, desapontamento e uma subsistência dependente. As más conseqüências da conduta sexual inapropriada são ter muitos inimigos, sempre ser odiado e a união com esposas e maridos indesejáveis.

As quatro ações verbais karmicamente insalubres são as seguintes: (1) mentir, (2) difamar e inventar estórias, (3) fala grosseira, e (4) conversa frívola e sem sentido. Com exceção de mentir, as outras ações insalubres executadas pela fala podem ser vistas como extensões do Quarto Preceito.

As más conseqüências de mentir para quem executa a ação são estar sujeito à fala abusiva e à calúnia, ser indigno de confiança e sensações físicas desagradáveis. O mau efeito de caluniar é perder os amigos sem nenhuma causa suficiente. Os resultados da fala grosseira são ser detestado pelos outros e ter uma voz desagradável. Os efeitos inevitáveis da conversa frívola são órgãos corporais defeituosos e uma fala que ninguém presta atenção.

As outras três ações demeritórias são executadas pela mente, e são as seguintes: (1) ambição ou desejos ardentes especialmente por coisas pertencentes a outros, (2) má vontade, e (3) visão incorreta. Essas três ações correspondem às três raízes maléficas da ganância, ódio e ilusão. A não observância do Quinto Preceito de abstenção de intoxicantes pode não apenas levar à execução dessas três ações mentais demeritórias uma vez que a mente esteja intoxicada, mas também às outras ações demeritórias executada pelo corpo e fala.

Os resultados indesejáveis da ambição é a não realização das próprias vontades. As conseqüências da má vontade são a feiúra, as múltiplas doenças e uma natureza detestável. Finalmente, as conseqüências da visão incorreta são os desejos grosseiros, a falta de sabedoria, ser mentalmente lerdo, passar por doenças crônicas e idéias censuráveis.

Uma pessoa deveria sempre executar boas ações e se restringir em relação às ações prejudiciais. Se, entretanto, ela tiver executado uma ação maléfica, é necessário compreender onde cometeu o erro e fazer um esforço para não repetir o engano. Esse é o verdadeiro significado do arrependimento e, somente dessa forma, uma pessoa progredirá ao longo do nobre caminho para a emancipação.

Rezar para ser perdoado é sem significado se, após a reza tiver sido feita, a pessoa continuar a repetir a ação prejudicial. Quem lá está para ‘lavar os pecados de uma pessoa’, exceto ela mesma? Isso tem que começar com a compreensão, o agente maravilhoso de limpeza. Primeiro, compreende-se a natureza da ação e a extensão do prejuízo causado. Em seguida, compreende-se que tal ação é insalubre, aprende-se com ela e se faz a resolução de não repeti-la. Então, muitas ações são feitas para o benefício da parte afetada bem como a outros, tanto quanto possível. Dessa forma, o efeito de uma má ação é superado com um banho de boas ações.

Ninguém que erra, de acordo com o Buddhismo, está além da redenção ou reabilitação, especialmente quando há compreensão e Esforço Correto. Ser seduzido pela crença de que uma pessoa pode ‘lavar’ suas ações prejudiciais através de algum outro meio ‘milagroso’ não é apenas uma mera superstição mas, pior que isso, também não é particularmente útil para o desenvolvimento espiritual da pessoa. Isso fará somente com que ela continue ignorante e moralmente complacente. Essa crença mal disposta, de fato, traz a uma pessoa muito mais dano do que os efeitos tão temidos de uma ação ruim.

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